segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Porque ela vivia de sonhos



Um sopro de vento terrivelmente gelado tocou-lhe a face ao abrir a janela do quarto. As cores do crepúsculo se misturavam com a visão turva e pesada, enquanto o coração palpitava no peito ditando um ritmo descompassado. Soltou os cabelos, levou a mão ao rosto para sentir que não estava mais naquele pesadelo. Mais uma vez, na mesma hora da madrugada, o mesmo motivo fazia com que ela acordasse com a boca seca e um dor de cabeça sem explicação. Olhou para o lado e ele estava lá, dormindo sempre do mesmo jeito, tão sereno. Ela sentia a paz retornar a sua alma enquanto corria os olhos confirmando que era apenas uma agonia sem explicação que a fez despertar. Pensava no medo de acordar sem que ele estivesse ao seu lado. Pensou na espera, na longa espera. Pensou nos dias em que a saudade era tanta, que parecia não mais caber no peito

- Vivo os meus sonhos!

Repetia isso baixinho diversas vezes para confirmar que era a mais pura verdade. Fechou a janela, acomodou-se na cama, abraçou o travesseiro, enroscou o edredom entre pernas, fechou os olhos e adormeceu novamente. Os barulhos infernais logo acabariam com seu pouco tempo de descanso. O dia ia nascer e ninguém estaria ao seu lado, ainda não era a realidade, porque, ela vivia de sonhos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A hora exata



Não tardou dizer que amo.

Nem falhei com o tempo.

A hora era exata.

O coração ganhou voz,

A voz ganhou certeza,

E a alma sorriu e disse:

“Eu amo você!”

O minuto de silêncio sepultou os erros do passado .

Restou só o teu sorriso de resposta igual.

Nada mais fere o coração,

Nem oculta os sonhos esquecidos,

A noite é uma sombra leve,

As lágrimas são boas

E a dor adormece em outro canto.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Saudade de nós

Haverá um tempo só nosso, e, eu irei esperar, não importa o tempo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Para pensar um pouco...

Somos adestrados e condicionados a pensar a vida sempre igual. O medo que nos acompanha é o que nos limita a não ousar. Falamos tanto, fazemos tão pouco. Feliz daquele que experimenta, domina seus conflitos, encara seus medos e ousa o inédito. Isto reflete no semblante como algo que grita: Sou feliz porque me aceito; sou feliz porque dentro de mim encontrei as minhas respostas.

Somos corrigíveis e bons. Sabemos perdoar e crescer diante das dores, o que falta é compreender o que se é, e isso, quase ninguém entende. Se a felicidade parece algo tão distante, é porque você mesmo nunca encontrou coragem e força suficiente para pegar a estrada e seguir em frente.

Somos covardes até o momento em que queremos e somos felizes quando conseguimos equilibrar nossas ações, ver o simples da vida e aceitar que não viemos ao mundo somente de passagem. A regra é: mostre-se feliz, não somente aos olhos, mas, também ao coração e alma. Não há como não se olhar e ver que tudo vale à pena quando pensamos no amor em sua maior grandeza: O amor que cultivamos dentro de nós mesmos. Só assim, temos crédito pra falar de felicidade de verdade.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Doce amor

Cadê minha poesia?

Só se escreve quando sofre?

Não tenho mais sofrido para os versos.

Poetas gostam de tristeza e amargura.

Eu sei que nunca fui poeta.

Se eu disser em versos o que sinto,

Repetirei sobre felicidade

Enjoando o papel branco com as mesmas coisas doces.

Vou falar de amor, novamente.

Porque, pra mim, será sempre novidade.

Todo dia de amor é único.

Toda verso de amor é inédito.

Não faço mais a poesia de antes.

Nem se eu quisesse voltaria a ser triste.

Desaprendi, esqueci, morri para a dor...

Minhas letras não carregam tons melancólicos.

Nem lágrimas salgam minha boca.

Meus versos são de água e açúcar.

A ansiedade deixou apenas um recado:

“Não sei viver sem você, vou embora.”

Tantas coisas me abandonaram.

Os dias tornaram-se mansos.

A agonia deu espaço à paciência,

E, a ilusão, ao doce amor.

sábado, 18 de dezembro de 2010

A cura


Para minhas dores

Seu sorriso

Para meus achaques

Suas mãos

Para a amargura da vida

O meneio dos seus quadris

Para não te perder, minha deusa

Faço oblação

Para as futilidades da massa

Suas ideias autênticas

Para não chafurdar em desgraça

Nossa lassidão latente

Para os dias de solidão

A memória de suas curvas

Para dias entre multidão

Sua voz, aos meus ouvidos, em música

Para acreditar em mim

Saber que minhas mãos te tocaram

Para acreditar em deus

Ter ao meu lado você: presente raro

Para não duvidar da vida

A vida viver sem peias

Para quebrar os grilhões da hipocrisia

Buscar em seus olhos a centelha

Para a cura do que não tem remédio

Tal qual meu inquebrantável furor

Buscar em pétalas de Rosa

O amor de meu amor

A cura para os meus males

É viver em ti

O homem que de fato sou

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Eu preciso dormir


Sinto uma dor no peito, um fracasso instalado.
Sinto pena de mim porque sou dona de todas as penas do mundo.
Deveria agora sorrir e esquecer como tantas vezes fiz.
Deveria envergonhar-me de não estar dormindo como os comuns que não perdem o sono pensando em suas fraquezas.
Eu sou agora um fragmento de qualquer coisa triste.
Eu sou agora a tristeza sorrindo de mim.
Faz tempo que eu não sabia o que era chorar, mas, hoje, vi que não perdi o jeito com lágrimas.
Faço-me mal agora, e na confusão das coisas, sento-me a beira da estrada que tornou-se longa e totalmente sem rumo.
Eu jurei não mais desapontar minha alma e agora faço isso de forma tão vil.
Preciso de mim novamente.
Quero olhar-me por dentro do íntimo e buscar o que sou.
Preciso dormir, sonhar e morrer para as dores.

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

  © Blog Design by Simply Fabulous Blogger Templates

Back to TOP