Mostrando postagens com marcador Inquietações serenas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inquietações serenas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A letra inconstante


Matei-me no tempo certo,
diante dos olhos inocentes,
dos anjos anunciadores.
Fiz morada nova dentro de mim,
e nesse incompreensível ventre,
de onde nascem os versos senhores,
escrevo do meu “eu” que é assim.

Destilo a poesia mansa,
e do inferno me esquivo.
Minha letra a paz então alcança,
Sendo essa minha inconstância,
a mansidão da qual ainda sobrevivo.

Extremos. Oscilações. Paz.
Vivo na tênues dos sentidos,
nesses versos incompreendidos,
que não se calam jamais.

Sei sorrir diante da graça imortal da dor tamanha,
E no altar da poesia onde o amor domina toda a prece,
acalmo meus versos nessa minha estranheza estranha,
pra dizer que sou poeta onde a inspiração jamais fenece.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Destoado coração

Frágil coração desatado compasso que te tocas.
Do fim, do meio e começo meio torto,
tu carregas tanto, e o tanto te sufoca,
mas não serás de mim a pena de um morto.

Tu és coração altivo tanto fácil desgarrado.
Nobre companheiro, velhaco amigo.
E nesse pobre peito apaixonado,
chora e sorri, mesmo que de castigo.

Onde fostes àquelas horas quando do meu peito tu fugias?
Responde assim, um coração não entendido:
-Batia as portas do desespero, subia aos céus das alegrias,
seguia aos amores que eu tenho, amava mesmo que ferido.

Vivente pulsa o sangue vida em minhas veias.
Sopro de saudade que soa ao passar de cada hora.
Amarrado, seguro e preso na paixão de tuas teias,
sou alegre alma que vaga pelos dias de agora.

Tenho, porque tenho coração, doce manto de carmim.
E aqui esquerdo, cheio do sentimento meu,
faz-se de versos para dizer o melhor que sou de mim,
e que mesmo destoado, vive e espera pelo amor que se perdeu.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

À minha alma desprovida de sossego [soneto]

Eu estou imensamente em paz comigo, e quero acrescentar um bônus à esta postagem. Me enviaram essa música, não pude deixar de pensar imediatamente que ela tem tudo a ver com o soneto. Ouçam isso! Dividam comigo essa paz. É, eu ainda acredito... Não há como fugir disso. Que bom que você existe!




Diante à vaga sombra do esquecimento jaz a minha crença.
Escrevo em páginas desgastadas os últimos versos dolorosos.
Os meus olhos já não se abraseiam diante a indiferença.
Minhas mãos já não se ferem ao colherem os cardos espinhosos.

O que há? Regressei à melancolia ditosa dos dias que sofri?
Perdão, senhor meu Deus, são apenas uns alaridos de sufoco!
Devo rasgá-los na escrita, só assim, me livro de tudo que senti,
e volto à tristeza para resgatar a alegria ainda que um pouco.

Sou um pouco de qualquer uma de mim, e isso me agrada.
Sou uma estrela solitária que reluz sobre a face de um lago.
Sou um beija-flor que rufla sorrateiro pela acácia delicada.

De dores maiores minha alma sobrevive sem lamento.
Não foram cortes de faca suja nem chicotadas de penitência,
foram mentiras, que agora, beiram o abismo do esquecimento.




* À ti, alma inquieta que salva-se somente na escrita.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lágrimas, fatos e versos


Lágrimas

Que fazes aos meus olhos lágrimas teimosas?
Não sabeis que ao banharem a minha face,
Inundam minha alma de tristezas generosas?

Não sabeis que a alegria fazia aqui morada?
Por que insistem em tomar este lugar?
Deveriam já ter cessado aqui a permanência.
Para mim, seria só um dia que eu haveria de chorar.
Já me era de costume só tê-las em vãos momentos,
Mas, vejo que insistem em ficar ignorando a minha clemência.

Logo eu que vê inutilidade em lágrimas?
Logo eu que as trato com insignificância?
E o meu “eu” que ainda não regressou?
O que há?
Eu não sei.
Só sei que revivo um antes.
E acumulo uma dor que ainda não cessou.


Fatos

É como se tudo viesse ao mesmo tempo.
Todas as análises, fatos, mentiras e verdades.
Pensei que a mim isso nada importava.
Mas, as lágrimas lavaram meus olhos,
Fizeram-me enxergar o que eu merecia.
Eu não era aquilo que eu falava.
E nem conseguia suportar como eu dizia.

Eu não suportava, eu apenas mentia.
Mentia pra ter um pouco de ti.
Pra escutar qualquer “amo você”,
porque assim eu precisava.
Agora, de olhos lavados e alma sofrida,
tenho notado que eu vivi mais a ti do que eu.
Deixaste-me sozinha, e nada era como antes.



Versos

E os versos foram erros meus, quem sabe.
Quando se ama, erra-se muitas vezes,
por que o amor no peito não cabe.
Eu só sei fazer fazer poesia.
E destino os versos aos teus olhos negros ou claros,
Agora devo dizer-te dessa minha agonia,
Dizer-te que não sei o que há de fato.
E que nesses momentos a mim não tão raros,
Prefiro não mais privar-me da razão.
Logo eu, forjada em sentimentos.
Louca por versos, letras, músicas...
Louca por ti.
E por isso, deixo o que sinto aqui.
Pra que saibas que estou perdida.
E nem sei se é verdade tudo que eu vivi.
Só sei que procuro outra saída,
mesmo sabendo que já tentei e não consegui.

Eu quero não mais ler tuas linhas.
porque não sei se algum dia foram minhas.
E essa doença sem cura,
que me faz escrever sem parar,
deixa-me perto da loucura
que só me faz sentir e dizer:
Que eu jamais deixarei de amar.

E por amar eu entendo, sinto, choro, poetizo...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Amanhã quem sabe...

Eu sou como o rochedo esquecido que a onda bate e recebe aos poucos novas formas. Conforme as águas o tocam, seja de maneira calma ou enfurecida, ele apenas recebe, fazendo-se de forte e altivo. Assim, eu sou. Eu tenho uma necessidade contínua de extasiar-se. Eu preciso entorpecer-me de fúria e destinar meu tempo ao agrado de alguém. Eu preciso de um adeus, esquecimento ou qualquer outra coisa que me faça precisar mais uma vez de mim. Eu preciso dormir e viver em sonho toda essa confusão que me atormenta. Já nem sei quem sou quando meu “eu” foge por essas madrugadas a procura de um nada. Hoje sou o equilíbrio amanhã a desordem absoluta. Não posso mudar isso porque nada em mim realmente muda. Apenas ficamos com mudanças óbvias. Mudam-se as estações, as formas do rochedo e os sentimentos que nos movem. Hoje eu não destinei uma palavra amiga, nem um sorriso falso. Hoje, eu ainda não dormi o ontem que tanto me faz dizer da minha força. Eu sou mesmo uma antítese que se personifica, porque agora eu odeio com todas as minhas forças. Odeio tanto que meu sangue esquenta a ponta dos dedos enquanto meus pensamentos me fazem escrever qualquer coisa que ninguém entende, somente você. Eu brigo comigo só pra me magoar, pra que eu olhe no centro do espelho e diga: Vá, restitua-se! Você pode! Você sempre faz isso... Faça isso sozinha! Você só tem você e mais ninguém! Tem dias que eu não posso e nem quero... Dias em que o escuro do quarto é melhor que qualquer sol. Vou cultuar meu lado sombrio, que agora enlaça meus pensamentos, fazendo reviver mil vezes o grande erro que eu fui. Hoje eu sou o desequilíbrio, o errado; o desacerto; o ódio e o não entendimento. O prazo de estar bem esgotou-se , assim, do nada, sem nenhum motivo. Hoje eu não sei o que é amor. Eu não sei de nada. Eu quero apenas dormir, mesmo que não seja noite. Eu quero esquecer tudo, mesmo que eu jamais consiga. Hoje, mais uma vez eu quero dizer a mim mesma: “ Aceite as coisas como são, vá em frente. Continue fingindo, assim, os dias passam mais depressa.” Mas, infelizmente eu não consigo. Amanhã quem sabe...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sigo...

Sou o que há entre o segredo e a revelação.
Vivo na desordem dos pensamentos.
Não procuro os caminhos mais fáceis.
Não vivo como se minha vida fosse outra.
Apenas conceituo minhas imperfeições.
Sou duas, tenho dito.
Feita de extremos.
Do amor ao ódio.
E nessa loucura necessária que sustenta a alma,
Sigo olhando além das coisas...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Hoje, eu sou menina



Hoje, eu sou menina
Não corrompam meus sonhos!
Quero que um menino beije minha mão
Quero que ele me dê flores
E escreva nossos nomes num coração
Quero deitar na grama e olhar as nuvens
E concordar com ele que elas são feitas de algodão
Quero trocar uma carta
Dizendo qualquer verso puro
Quero pedir que ele que se case comigo
Mas, antes disso, me encontre atrás de um muro
Pra dizer que não quer ser apenas meu amigo




sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vórtice serena

Vórtice serena de mim, acalenta meu suspiro e pranto
Ressoa teu som para eu encontrar meu recanto
Esvoaça meu pensamento nessa folha em branco:

Quero ouvir o vento varrer qualquer maior desacerto
E nesse turbilhão de pensamentos, quero a brisa mais calma
Quero o sussurro suave da paz que eu mesma inverto
Quero tua voz levando-me junto nas paragens da alma.






domingo, 15 de novembro de 2009

Desespero de quem escreve


Onde termina cada linha recomeça outro desespero.
Sou agora assombrada pelas palavras e as lembranças que desenterro.
Fragmentos completos da desordem métrica do erro.
Inútil é tudo isso que eu escrevo!
Vejo o talhe feito no papel pelo ruim da minha mão.
Ferida aberta que sangra da tinta que aos versos dão.
Condenei-me a viver nesta maldição.Rima maldita!
Não percebes minha sofreguidão?
Sem rima vou riscar qualquer papel
E alguns irão dizer que fiz poesia.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Qual é o teu limite, Jacque?


Quem mandou amar a confusão das coisas?

Amo o desentido, o estranho, o que ninguém entende.

E tão somente amo a mim.

Meu limite?

Quem ama não limita-se a meia dúzia de lágrimas.
Eu amo, estranhamente amo,
e, não há limite para tamanho sentimento.
Se eu sofrer?
Eu sei o que é sofrer, à mim, não será novidade.
Deixo.
Assim vivo.
E saibam, não há nada mais intenso do que viver assim.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Estar em mim



Estar em mim é tão precioso, que ouço meu eu verdadeiro dizendo-me quem sou.
É como um sopro de calmaria quando a tempestade se ameniza sobre o mar.
Estar em mim é reconhecer os desjeitos aos quais, tantas vezes me dou.
Acho-me entre labirintos, dou-me a mão e suspendo qualquer pesar.

Eu sei reconhecer-me em meio ao que sou, mas não sei dizer como faço.
Apenas recorro as palavras e ao alívio dessa minha alma itinerante.
Já não mais recuso minhas insanidades, e nem de mim, faço embaraço,
Apenas deixo seguir certas rotas escolhidas, e não mais o caminho errante.

Guardo um livro secreto dentro de mim.
Aprendo sobre pessoas, perigos e possibilidades.
Tenho a vastidão de um canto de quarto,
e um pequeno aparato em minha mão.
E nessas horas em que me encontro de fato,
Nada mais importa ao meu descrente coração.
Eu tenho um modo estranho e abstrato,
Meus devaneios, sinceros e eloqüentes, assim é que são.
Não mudarei qualquer coisa, isso é fato,
mas, farei com que todos saibam, que nem sempre agi com razão.

sábado, 10 de outubro de 2009

Intranquilidade quieta



Por um poema pequeno,
um verso sem rima;
ou, um poetar sem sentido;
escrevo por breve descuido,
promessa curta ou necessidade.
Rabisco o papel a fim de curar-me.
Recolho com zelo absoluto cada palavra,
depois as uso com intensa maldade.
Oscilo.
Sim, eu oscilo nos versos.
Amanhã uma nova inspiração,
um novo rosto.
E assim, vou sendo poeta,
vivendo tão somente,
dessa minha intranquilidade quieta.




quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sorrir com os olhos


-Tu não sorris?
- Sim, eu sorrio.
-Não, tu deves sorrir com olhos. Os teus olhos são tristes.
-O que é sorrir com os olhos? Não sei dessas coisas. Meus olhos servem para chorar, e não sorrir. Não aprendi a sorrir assim. Não aprendi muita coisa ainda...
- Te ensino. Tu deves arranjar um motivo pra sorrir todo dia, assim, quando menos esperar, não terás mais motivos pra chorar. É simples, é bobo... Mas, é assim que aprendi a sorrir com os olhos.
- Obrigada, nada como um sol após do outro.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Percepções lúcidas

Avanço o escuro e crio minha própria luz. Vejo todo esse igual rotineiro de maneira diferente. Guardo um espaço recriado em meio aos desenganos do passado. Busco uma alegria solta em sorrisos mágicos fulgurados por estrelas maiores. Saio de mim como se existissem outros caminhos, mesmo perdendo-me no meio da estrada. Cansei do pesar das horas frias e dos apelos esquecidos entre quatro paredes. Paredes brancas e sempre iguais, como minhas falhas repetidas. Sigo minhas escolhas, e o medo de antes, não mais acorrenta meus tornozelos. Sou tão entregue ao que sinto que já me vejo no egoísmo absoluto desses sentimentos que jamais se explicam. Deixarei que as palavras me comovam e o que os ventos guiem meus descompassados passos estreitos. Não medirei meus dias nas expectativas tolas dos sentimentos falsos, nem despertarei ilusões póstumas. Serei a minha loucura de sempre, não mudarei meus acasos em favor de outros que dizem ter a cura para minhas insanidades. Sigo ilesa, mesmo que me machuquem. Acendo minha vela e guio-me sozinha.

sábado, 26 de setembro de 2009

Agora são 02:29 da manhã. Eu exclui este blog e voltei atrás, porque a minha vida é assim, não aprendi a tomar decisões. Aprendi a chorar menos, aprendi que não importa o quanto você sofreu o mundo realmente não para, o passado não volta e a vida passa rápido demais. Mas, perante a decisões, não sei agir. No momento, decidi que nada mais irei escrever. Ato minhas mãos, não sei por quanto tempo, daqui a pouco pode ser muito, nunca mais pode ser daqui a pouco. Só sei dizer que, estou presa a isso como estas tiras presas a estas mãos. E o que me prende? Tão somente o que sinto. Saibam, aquele que é forjado em sentimentos, muitas vezes não sabe o que é razão. Vou continuar acreditando que só o amor é capaz de socorrer-nos, dar-nos vida, paz e entendimento.
Não sei se volto. Não sei de nada. Só sei que amo, e, não sou de outra maneira. Tavez, isso seja algo a ser aprendido também, mas, o que é a vida senão um grande aprendizado?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Explica-te coração! Como podes tu, ser tão audacioso paladino dessas coisas sem sentido?

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

  © Blog Design by Simply Fabulous Blogger Templates

Back to TOP