O meu ser que volve pelos cantosespalha palavras pelo vento,
abre a janela da infinita crença
para saudar meu doce pranto.
O mundo todo é uma enorme ferida
onde Humanos se agigantam em suas verdades
vivendo todos da ilusão que é a mãe da vida.
Vejo o medíocre falso e ouço o grito mudo:
- Cerrem-me os olhos! Calem-me a boca!
Aprendo diante disso tudo.
Prenúncios não me doem, mas apavoram.
Quisera eu nada ver, afinal, caminho no escuro.
Mas, vejo! É nítido! As imagens me devoram.
Não consigo mais olhar os Humanos perdidos.
Tenho um breve raivar...
Causas e efeitos. Ilusão e iludidos.
A vida é absurdamente simples...
Num rasgo de loucura a estragam.
Num passar do tempo a perdem.
Numa mentira a condenam.
E eu aqui fazendo poesias tortas
pra dizer de algumas crenças mortas.
Não me move a frieza precursora da alma,
já passei da monstruosidade de sofrer,
tanto que amo em tamanha calma
e só creio no amor que me faz viver.



















