Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de março de 2010

Prenúncios e crenças

O meu ser que volve pelos cantos
espalha palavras pelo vento,
abre a janela da infinita crença
para saudar meu doce pranto.
O mundo todo é uma enorme ferida
onde Humanos se agigantam em suas verdades
vivendo todos da ilusão que é a mãe da vida.
Vejo o medíocre falso e ouço o grito mudo:
- Cerrem-me os olhos! Calem-me a boca!
Aprendo diante disso tudo.
Prenúncios não me doem, mas apavoram.
Quisera eu nada ver, afinal, caminho no escuro.
Mas, vejo! É nítido! As imagens me devoram.
Não consigo mais olhar os Humanos perdidos.
Tenho um breve raivar...
Causas e efeitos. Ilusão e iludidos.
A vida é absurdamente simples...
Num rasgo de loucura a estragam.
Num passar do tempo a perdem.
Numa mentira a condenam.
E eu aqui fazendo poesias tortas
pra dizer de algumas crenças mortas.
Não me move a frieza precursora da alma,
já passei da monstruosidade de sofrer,
tanto que amo em tamanha calma
e só creio no amor que me faz viver.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Alma indefinida


Não há tédio em meus versos de fantasia solta,
e jamais deles irei me esquivar,
pois a poesia em minha alma está envolta.

Um dia eu disse a mim que havia outras distâncias,
quando o lugar tão perto se fazia.
Desconhecia lidar com terríveis inconstâncias,
pois nunca estive em mim como eu queria.

Hoje, habito tão somente eu.
mesmo sendo um “eu” que não se habita.
E se o entendido de uma vida é só meu,
eu sou a mais sensata forma já escrita.

Sou eu alma indefinida?
Ah, se sou, agrada-me imensamente
ser essa inquietação que não se finda.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Entre flores, versos e violinos...


Eu creio na comum divindade entre eu e as flores.
Então, fito-as discretamente e em paz sorrio,
e faço dos constelados do céu meus expectadores,
deixando à eles as verdades nesses versos que eu crio.

Não complico mais as coisas simples de antes,
e meu coração não mais se embriaga.
Não anseio em saber como serão os meus instantes.
preocupo-me agora é com verso que por aqui divaga.

Contemplo minha alma dançar ao tocar de sinos
Adormeço no amor que me vez tudo entender.
Descanso minhas certezas ao som de violinos.
Amanheço como quem acaba de nascer.


*Inspirações vindas de Caeiro e do amor que sinto.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Luz cativa

O pátrio sol que finda a noite longa e fria,
traz o renovado da esperança nunca abandonada.
E na virgem folha branca é impressa a poesia,
das inspirações de mais uma alvorada.

Ao dia, abro as janelas da minha alma ao infinito.
Aos sonhos, pondero não mais em sigilo absoluto.
Ao amor, escrevo de mim o que é mais bonito.
Aos versos, entrego-me e nem mais reluto.

Minha vida é feita de tais propósitos que nem sei.
Nem me aflige saber o que será. Apenas vivo.
E às angústias breves que um dia me entreguei,
digo que agora sou somente essa luz eu cativo.



sábado, 23 de janeiro de 2010

A rima e eu


Eu sou uma abstração que ao meio se partiu.
Lembro-me das coisas que sucederam,
e o pensamento em verso, flui sinuoso como um rio.

Lembro-me do que fui e o que agora sou.
Correspondo comigo na poesia,
e encontro-me na rima que faltou.





quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um verso e nada mais


Olho tudo ao meu redor com olhos já quietos,
desde o pequeno jasmim singelo e perfumado
ao sorriso forçado dos que são ainda desafetos.

Ecoa um silêncio das profundezas do que sou
e um rastro fulvo ainda me arde os sentidos:
Em que momento minha alma se fartou?

De tanto divagar releio minhas inquietações,
Antes endurecia de tédios tão vazios e iguais.
Hoje, diante da profundura das minhas sensações
sou um verso novo de poema e nada mais.


***


À Mário Sá Carneiro

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Livro da estante


Alonga-se a paz nos ermos.

Ah! Que ninguém duvide dessa calma estranha.
Foram os meus sonhos ideais venturas.
Foram os meus versos minha dor tamanha.
Foram os meus dias instantes de loucura.

Desgasta alma minha nessa escrita nua!
Faz-me ver os flóreos arvoredos lá de fora.
Arranca tua palavra em carne crua,
pra que eu diga em clemência o que me devora.

Me devora essa inquietude mal esculpida,
Jamais ausente desse peito sufocado,
eu tenho a acidez e a doçura de uma vida.
Eu tenho esse verso desentendido e mal traçado.
E ergue-se meu grito em extremo pranto ou sorriso.
Pra que eu mesma entregue aos dias meu sustento.
Posso viver tranqüila no inferno e infeliz no paraíso,
pois, escolho meus dias de felicidade ou lamento.

Sofrendo de saudade, alegria, insulto ou tristeza.
Eu tenho um turbilhão de sentimentos a todo instante.
Eu sou um nada que tudo tem em maior grandeza,
eu sou um verso de amor guardado naquele livro da estante.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Poesia tão bonita


Eis a história que em poesia narrou-se em silêncio:

No desuso das palavras já não havia mais nenhuma promessa.
E o que um dia era sua saga constante de escrita,
tornou-se a falta de inspiração que antes dava-lhe pressa.

Que pressa era essa?
Toda, por assim acreditar nas próprias palavras as quais amava.
E os olhos enchiam-se de alegrias maiores e logo se esvaiam.
Então, o que era seu, nunca havia sido como ela acreditava.
Sua crença era somente porque ainda seus olhos se iludiam.

O que resta?
Escrever ainda resta. Deixar aos olhos do mundo o que se passa.
Hoje, nessa escrita autêntica, há um zelo raro de cuidado.
É como se cada palavra dissesse em tom de ameaça:
-“Não pare de escrever, senão, teu coração será calado”

O que tenho?
Eu tenho no peito um coração que grita.
O mesmo que sofre, sorri e acredita.
Eu tenho uma alma que sempre será aflita.
Eu tenho o aconchego dessa minha poesia tão bonita.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sofreguidão [soneto]

Tu, que de devaneios outros se tem feito, imortal letra desgarrada em pergaminho, Diz-me agora o que há cá em meu peito, Porque já não acerto mais meu desalinho. Tenho pecado teu nome em cada fim do dia. Tenho cantado a primavera que não existe. Tenho fingido um verso em hora tardia. Tenho a mão errada nesta letra que persiste. Paira folha solitária do longe desgarrada. Aquieta-se em meu também solitário cantoe  faz de minha mão tua quietude esperada. Deixo-me exaltar o mais profundo enlevo. Pois, já não sei se amar vale toda paga, E nem se a razão se faz presente no que escrevo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Poema


Dorme todo o segredo um dia revelado.
Não mais pairam a beira do cais os velhos barcos.
Nem as lágrimas remetem ao sentido errado.

O amor vem ao longe aportar nos corações seguros.
Não se fixa em amarras ou dependências doentias.
Quem ama não segue por caminhos obscuros,
nem vive de lamúrias ao passar dos dias.

Por amor nos deixamos levar por todos os oceanos,
e por toda grandiosidade do infinito firmamento.
Em águas mansas seguimos serenos sem desenganos.
E nesses céus nos levamos pelas asas de um vento.

Os que amam encontram paz ao longe,
de tão perto que estão da alma.
O amor alivia qualquer dor maior que trazemos ao peito.
E no amor sincero é que sentimos a eterna calma.

Eu agora faço do meu amor a poesia:

Mesmo sabendo que nada mais há de ser feito.
A não ser deixar os versos que a ti escrevo.
Pra que saibas desse amor que tenho em mim.
E se na poesia revelar-te o meu amor eu me atrevo,
Saibas que esse atrevimento jamais terá um fim.






terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu te amo


Tantos sonhos em meu peito se despertam,
E a alma já não morre prematura.
Tenho a febre dos que amam em demasia.
Recubro-me dessas flores em candura,
E deixo-me levar ao som da mais bela melodia.

Sinto-me reviver em novos ares,
E alma desejosa queima em chamas,
Já não há em mim lamentos ou pesares,
Só quero ouvir de ti o quanto me amas.

E enquanto o tempo se desdobra,
E as auroras me trazem aquilo que já sei,
Irei deixar-te os versos que a esta folha sobra,
Para que saibas que cumpro o que um dia lhe jurei.

Pudera eu adiantar o dia do nosso beijo esperado,
E dizer-te sem demora desse meu desejo insano,
Que viveria e morreria contente ao teu lado,
Dizendo-te mil vezes: Eu te amo! Eu te amo!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Amar assim

Por que você me faz
Feliz demais
Sendo quem és.

Ama-me assim, como somos.
Deixe distantes os desacertos,
Porque no final, tudo sempre dá certo.
Ao nosso modo nos amamos
E o nosso longe é tão perto.

Repousa em mim tua alma cansada.
Vem que te espero.
Vou porque te amo.
Aqui te amo, e o resto não é nada.

E deixo teu nome aqui num verso feito.
Não aos olhos dos que lêem,
Mas, em mim, cravado ao peito.

O que me importa é saber que sempre estas aqui.
Sempre regressas ao meu colo, e nele tem teu nome.
Eu amo o teu jeito meigo de guri,
Pedindo o beijo que tanto nos consome.

Peça amor! Peça o que quiser de mim.
Porque a poesia nunca morre.
Para os que amam assim.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A poesia que somos


Nessas manhãs onde o sol se debruça sobre os campos serenos,
As libélulas faceiras sobrevoam em valsas o lago mudo,
Tocando as açucenas que se beijam em movimentos pequenos,
Inspirando-me a dizer do meu amor que ainda é tudo.

Fico a olhar-te nessas horas onde o amor para junto ao tempo,
E o espelho das águas frias, revelam teus olhos de encanto,
Só eu e ti sabemos o que é viver em entendimento,
E não há razões para que em mim favoreça o pranto.
Eu te amo e tu me amas, e só nós dois, sabemos quanto.

Não gasto horas traduzindo queixas e nem lamúrias infinitas.
Apenas amo, e descanso a margem de tudo o que longe se passa.
Tu és a única certeza que tenho junto a essas paisagens tão bonitas.
Tu és a razão mais pura de cada verso que minha mão traça.

És meu refúgio em horas em que a inspiração foge em agonia.
Meu alívio deste mundo muitas vezes distorcido e insano.
Tu és a medida perfeita da rima dessa minha poesia.
Tu és aquele que jamais negarei que amo.

Não há esperanças nuas nem falsas promessas vãs.
Não há intranqüilidade em nossa morada escolhida.
Somos a paisagem simples e singela dessas manhãs.
Somos toda a poesia que resta-nos ainda.

domingo, 6 de dezembro de 2009

À rosa

Minha rosa linda
Por que estais tristes ainda?
Quando a tua beleza trás vida ao mundo!

Minha perfeita rosa
Tua dor me incomoda
Sinto em meu espírito teu desalento profundo

Flor única entre flores
Ei de tratar de ti
Curar-te ei as dores
Far-te-ei sorrir

Tuas pétalas lilases a murchar
Cabelos lisos no tempo a esvoaçar
Tuas verdejantes folhas a desbotar
Alegria que a dor da solidão impinge adiar

Flor bonita
Da solidão prisioneira
Liberta-te por um segundo
Em tua luz, leva-me na esteira
Causa frisson no mundo
Com uma pueril brincadeira
Um resquício do teu perfume
Leva-nos ao deslumbre e cegueira

Onde parece não haver solução
Quando o mundo se cala diante do teu rogo
Todos os tolos, emudecidos com pétreos rostos
Procurar resposta é ato vão

O mundo já está consertado
Tua existência, rosa, fez-lhe o remendo
Ao ver tua face, o dia brilha mais ensolarado
Ao sentir tua presença, o cataclismo se torna ameno

Tua solução
A solução do mundo
Em um gesto profundo
Movimento de mão

Sorriso de soslaio
Toque de pele furtivo
Num cumprimento comedido
Acima dos olhos e ouvidos

Além do pó da terra
Mar aberto acima das trevas
Dos olhos do mundo todo
Lugar feito para espírito grandioso
Onde a nau dos intrépidos navega

Lá, ei de te encontrar
Farta-te de mim
Como me alimento de tua luz
E
Já que
o mundo não pode ser perfeito e risonho
Então que seja perfeito esse amor em sonho


* Obrigada

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Minha palavra exata

Minha palavra exata pulsa diante da folha branca,
onde a alma anseia a liberdade do meu ser.
Nesse trívio caminho, basta-me uma única escolha:
-Escrever –

Na mão a palavra nasce, cresce e viceja.
Como a verdejante amoreira que acolhe o vento.
Como os nimbos que desenham para que eu veja.

A palavra jamais é vazia ou breve.
Pra que tê-la então, se ela a ti, nada serve?

Nós poetas diante a glória invejável da escrita,
somos tão só o sentimento revelado com fervor
através da verdade mais pura, intensa e bonita:
-O Amor-

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Das rosas que colhi


Colhi as rosas esta tarde para contemplar delas a beleza.
As deixei junto aos versos pra que tu saibas do meu amor.
Enquanto as cores serenas se matizam a luz da vela acesa,
respiro estes ares solitários que ao peito trazem uma antiga dor.

Gosto dessas horas que faço companhia a estas flores.
Sou quem sabe um delas a espalhar o belo e o espinho.
Sou quem sabe aquela que jamais viverá os seus amores.
Sou quem sabe essa ânsia desmedida de carinho.

sábado, 21 de novembro de 2009

Nossos versos


Por amor aos olhos teus, esse coração que a existência consome,
deixa-te versos mesmo depois de passada a doce primavera.
Troco a lágrima pelo riso e sigo a dizer eternamente teu nome,
junto a essa lira de amores que minha alma de venturas te espera.

Deixa-me dizer-te amor, dessas noites que no leito já deparo,
debruçada aos teus pés irei velar teu sono calmo e singelo.
E mesmo que seja o mundo nessa hora um desamparo,
dou-te de toda fé que tenho e do amor que é nosso elo.

Meus incógnitos desejos deixam as horas estéreis no infinito.
Não há em mim delírio maior que ver-te acordar com um sorriso.
E se nada mais hei de dizer a outros o que eu sinto,
Direi somente a ti, que ganhei asas e no chão eu já nem piso.

Tu és o colibri que repousa no frouxo véu de tarde desfolhado.
Tu és dono de todos os versos meus somente a ti escritos.
E mesmo que um resvalo de lágrima tenha a tua face apoderado,
irei fazê-lo crer que essas, já não possuirão teus olhos tão bonitos.

Nesses versos um beijo de alma suspirosa eu lhe trago,
Para que tu saibas que o sol ainda brilha no caminho.
Irei dizer-te que és meu céu e eu sou teu manso lago,
e dou-te a mão pra que tu saibas que jamais seguirás sozinho.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A luz

Uma luz rutila no celeste azul do firmamento
ao passo que as nuvens se desenlaçam
numa dança fiel junto aos pássaros em liberdade.
Nesses oníricos presságios, meus medos se alcançam.
Aos tragos amargos e míseros, bebo os lamentos.
Enquanto se alastra no peito a dor infeliz de uma saudade.
Tenho a alma de retalhos onde um grito exalta minha dor.
E nesses brados de agora nada mais cerra minha vontade.
Sou passageira de um tempo que desgarrou-se dos ponteiros,
Venho ao encontro das alvoradas edificar um castelo de paz.
Tenho as vestes brancas da luz que um dia sanou minhas feridas.
Caminho entre as brumas frias que entrecortam árvores antigas.
Encontro o sol em meio a essas névoas frescas permanentes,
para bendizer em santidade de outros tempos de lamúrias,
aos olhos dos que ainda são descrentes.




quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Derradeiros versos

Mesmo gritando, calo-me diante dessa ainda acesa chama.
Em atalhos mais escuros irei achar outros caminhos.
É infinita a dor do peito daquele que somente ama.
São martírios provocados pelos mais duros espinhos.
Enquanto na pureza do papel, um verso triste só reclama.

Amar e sofrer, ainda que poético, é padecimento sem fim.
Desculpem-me, não sei achar outra maneira nobre,
a não ser traçar nestas linhas, a verdade sobre mim.

Fim.

Mísero destino.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Versos insignificantes


Eu vi um desacerto d’alma,
e sorvi o sal da lágrima que chorei.
Perdi o restante da minha calma,
ao relembrar o quanto amei.

Como pode a insensibilidade deixar tamanho fel?
É como cantar o amor, sem saber o que é,
e viver no inferno pensando ser o céu.

Vou deixar as manchas nódoas pra que eu veja.
Pois, meus olhos clamam que eu enxergue.
E mesmo que em meu peito o amor ainda esteja,
Vou gritar mil vezes até que eu negue.

Não sei odiar, nem sei fazer uso de vãos sentimentos.
Deveria eu aprender a não ter coração,
e maldizer mil vezes teu nome em lamento,
só para que saibas o quanto dói uma desilusão.


Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

  © Blog Design by Simply Fabulous Blogger Templates

Back to TOP