Dá-me o mundo uma ideia velada.
Feneço por hora parte do quê acredito,
sem saber às vezes, quem sou,
vivendo desse meu pensamento aflito.
Não sei o motivo da lágrima alheia,
mas, sei das dores da alma.
Hoje me aquieto junto às novas certezas,
E vivo da custosas oscilações da minha calma.
A vida agora me parece sempre lúcida,
E o mundo de fora não mais me interessa.
Paralelo meu viver para sondar as coisas,
enquanto as horas infindas da pressa,
dispersam o que já se passou.
Não existo senão para dizer da minha vastidão,
e do amor que ao meu peito chegou.
E assim, me faço do verso que cala e grita,
desvelando o sânscrito que sou
para jamais abandonar a escrita.
* Me desculpem não estar publicando com a frequencia de antes, a vida tá que tá corrida!


