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segunda-feira, 22 de março de 2010

O verso que cala e grita



Dá-me o mundo uma ideia velada.
Feneço por hora parte do quê acredito,
sem saber às vezes, quem sou,
vivendo desse meu pensamento aflito.
Não sei o motivo da lágrima alheia,
mas, sei das dores da alma.
Hoje me aquieto junto às novas certezas,
E vivo da custosas oscilações da minha calma.
A vida agora me parece sempre lúcida,
E o mundo de fora não mais me interessa.
Paralelo meu viver para sondar as coisas,
enquanto as horas infindas da pressa,
dispersam o que já se passou.
Não existo senão para dizer da minha vastidão,
e do amor que ao meu peito chegou.
E assim, me faço do verso que cala e grita,
desvelando o sânscrito que sou
para jamais abandonar a escrita.


* Me desculpem não estar publicando com a frequencia de antes, a vida tá que tá corrida!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Quando há amor

Aprendi que ao invés de dizermos: “Não acredito nisso”, devemos dizer: “ Me faça acreditar nisso”. Tenho verificado a mim mesmo. Tornei-me egoísta aos olhos de muitos, infeliz, quem sabe... Isso já não mais é a mim, uma preocupação, afinal, quem sabe dos outros? Desde que, aprendi de mim, não sei de ninguém. Eu não quero ser modelo de nada, nem dona de verdades as quais muitas vezes, só eu acredito. Eu quero ser eu como tenho sido, isso realmente me traz uma paz infinita. Eu assumo todas as minhas imperfeições sem medo de mostrar a cara, antes, ponderava certas coisas, hoje, não mais.

Eu deixei de ter medo, penso demais em mim e estou amando como jamais amei em toda a minha vida. Sim, meus caros, eu amo, e isso é a minha verdade absoluta. O amor me fez entender tudo o que hoje sou e sinto. Só conseguimos amar alguém quando desesperadamente nos amamos. Eu amo você, pois, diante de todos, você compreendeu e me ensinou que “eu” sou a pessoa mais importante pra mim. E quando isso acontece, o amor existe de fato. Há então, o meu amor e o seu amor, que juntos, são o nosso amor.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Do que aprendi com você


Sabe esses momentos em que se vivenciam certezas? Pois é, eu nunca imaginei ser tão simples assim. Você me ensinou a brincar com o tempo. Disse-me que nada importa mais do que o querer estar bem, mesmo diante de tantas adversidades, desilusões e dúvidas. Mesmo frente à rotina massacrante da solidão, você me ensinou a conviver comigo de forma harmoniosa. Aprendi que viver não é preocupar-se no que possa acontecer daqui alguns anos e sim o que acontece nesse momento em nosso coração e ao nosso redor. Você me ensinou a ser egoísta na medida certa, hoje penso mais em mim e gosto do que sou. Agrada-me.

Aprendi a esperar o tempo correto e saber escolher o que meu coração queria. Eu escolhi você. Diante de tudo o que acreditei ser verdade um dia, nada foi mais sincero do que o simples gesto que fez quando estivemos juntos da última vez. Você segurou em meu rosto, me olhou nos olhos e disse da forma mais verdadeira que há: “Nunca deixe de ser você. Fique bem que eu irei ficar também.” Você é sensato, inteligente e calmo. Sua alma é justa e me acolheu de braços abertos. Você me entendeu exatamente como sou. Segurou a minha mão e me fez ver que existia ali, não só um homem apaixonado, mas, um companheiro a fim de caminhar junto nessas estradas incertas da vida.

Diz-me como posso não morrer de saudades? Como posso não lembrar o seu sorriso, que pra mim, é a obra prima que meus olhos aprenderam a cativar, cuidar e amar? Eu já não posso, mesmo que eu queira como eu disse um dia para me afastar, porque não me julgava saber das coisas do amor, porque havia me enganado com relação aos sentimentos. Hoje, vejo que cicatrizes se fazem à medida que queremos e não uma vida toda.

Eu sei que está tudo bem contigo, porque eu estou bem agora.

Deixemos a vida seguir o curso, daqui a pouco você irá chegar.



Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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