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segunda-feira, 1 de março de 2010

Nobre amor

Encontrei-me para então
encontrar outro.
Meu outro, minha alma.
A quem escrevo o verso solto
Sobre esse amor que me acalma.

O outro que agora me tem,
e que faz de mim o que sou.
E é somente a esse alguém,
que o meu coração se entregou.

Antes, vagava sem saber,
desistindo até dos dias meus.
E por te amar agora sei viver.
E viverei por amor aos olhos seus.

São versos, versos apenas.
Palavras que de mim fazem uso.
Talvez rimas pequenas
que no papel eu cruzo,
e a mão enaltece
para te dizer somente
do amor que me enobrece.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Descompasso das horas boas...

Faz de mim sua fiel companhia. Sou o descompasso dessas horas boas, sorvo-me da fina garoa translúcida que teima em querer existir no clarão desses postes iguais. As noites não são mais a mim ligeiras, delas remonto meus dias antigos, construo as objeções sem valia, reconheço os erros maiores e os acertos que agora me dão a razão de paz tamanha. Deito minha alma na sua. Recolho com zelo a lágrima boa, que molha meu sorriso o qual você é o dono. Juntos, descobrimos mais daquilo que somos. Já não há menção de dúvidas: Eu te amo.

Do que sei:

O amor é grande na simplicidade.
É o detalhe mais percebido,
a premissa da felicidade,
o sonho mais real e bem vivido.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O dia que ontem se passou


Sentei comigo a beira do inóspito abismo.
Narrei-me uma velha história desencantada.
Divaguei horas a finco das coisas que eu cismo,
e das angústias e desgastes já não me resta nada.

Seguia sem enxergar a paisagem do caminho.
Pisava nos ramos inocentes por descuido breve.
Da rosa deixava-me ferir por cada espinho.
E o vento pesava-me quando deveria ser leve.

Foram-se os dias estranhos e a calmaria agora habita.
Não mudei de jeito ou deixei de ser quem eu era.
Apenas minha alma deixou de ser um tanto aflita,
para que eu pudesse enfim, apreciar a primavera.

Não vejo mais a imagem dolorida, distante e turva,
Enxergo-me agora como sempre fui e ainda sou.
E em mim, a primavera se renova, mesmo sendo chuva.
E sigo sem viver mais do dia que ontem se passou.

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

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