quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sintomas de saudade

Hoje olhei a foto que você me deixou de recordação. Eu sei, o tempo é pouco, mas pra mim uma eternidade se arrasta, porque cada segundo que espero é vivido de maneira intensa. Não consigo deixar de pensar no seu sorriso, suas mãos, seu jeito... Não consigo parar de pensar em você. Aquele dia que você olhou em meus olhos, me abraçou e disse ao meu ouvido que nós dois vibrávamos em uma mesma freqüência, me fez entender o porquê tantas vezes me olhava de longe como quem vigia algo precioso demais. Você cuidou de mim como quem cuida de uma flor maltratada pela falta de carinho. Deu-me vida nova, esperança e uma felicidade que me encheu a alma de forma simples. Você me fez enxergar o amor de forma serena. Você trouxe paz à minha vida. E mesmo agora trazendo uma saudade em meu peito, me faz sentir o quanto é bom saber que alguém se importa comigo de verdade. Irei te esperar como quem espera a certeza da felicidade.

Estou com saudades e só sei escrever sobre isso.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Beija eu

Outrora minha alma de afagos viu-se inebriada,
onde em sonho toquei-te o corpo sedento de vontade,
e na paz descansei minha aflição exagerada.

Na impaciência perseguidora daqueles que desejam,
revivo desses meus febris pensamentos avassaladores,
porque em verdade quando duas bocas se beijam,
simplesmente se entregam ao prazer de seus amores.






Soneto da espera


Aquilo que não possuo ainda
como o doce beijo da tua boca,
faz de mim uma vontade que nunca finda,
e que já não posso negar ser pouca.

Essa boca que ressequida espera
um beijo teu como bálsamo sagrado,
Ainda vive da doce quimera
de somente um abraço apertado.

Um abraço e um adeus que foi dito
numa hora tardia onde tudo foi sincero,
e que deixou em meu peito o que agora acredito.

Como pude em hora derradeira duvidar?
Só sei que já não posso crer que não sejas tu,
que irá valer cada segundo que hei de esperar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Livro da estante


Alonga-se a paz nos ermos.

Ah! Que ninguém duvide dessa calma estranha.
Foram os meus sonhos ideais venturas.
Foram os meus versos minha dor tamanha.
Foram os meus dias instantes de loucura.

Desgasta alma minha nessa escrita nua!
Faz-me ver os flóreos arvoredos lá de fora.
Arranca tua palavra em carne crua,
pra que eu diga em clemência o que me devora.

Me devora essa inquietude mal esculpida,
Jamais ausente desse peito sufocado,
eu tenho a acidez e a doçura de uma vida.
Eu tenho esse verso desentendido e mal traçado.
E ergue-se meu grito em extremo pranto ou sorriso.
Pra que eu mesma entregue aos dias meu sustento.
Posso viver tranqüila no inferno e infeliz no paraíso,
pois, escolho meus dias de felicidade ou lamento.

Sofrendo de saudade, alegria, insulto ou tristeza.
Eu tenho um turbilhão de sentimentos a todo instante.
Eu sou um nada que tudo tem em maior grandeza,
eu sou um verso de amor guardado naquele livro da estante.

domingo, 3 de janeiro de 2010

A palavra que teima



A palavra teima em dominar minhas mãos fazendo delas minha razão de tamanha necessidade: a escrita. Desnorteia minhas traçadas linhas a fim de registrar o que meu peito somente sente. Eu pulso junto as tuas febris revelações, seja em verso ou prosa. Eu sou escrava dos teus anseios quando a mim domina por qualquer razão que seja. Eu sou este desgastante ruído ao qual a caneta se entrega quando meu peito em agonia deseja fazê-las livres de mim. À palavra que teima em jogar-me ao clarão das verdades quando muitas vezes no escuro eu quis ficar alheia. Deixo minhas constatações certas ou erradas, mas verdadeiras, sejam elas insignificantes aos olhos de quem menospreza o que a escrita traz da alma ou até mesmo os que leem sem achar sentido algum. Eu teimo em coisas ainda a mim tão vívidas, assim como teimo em fazer os versos das verdades que me vieram abraçadas a rosas repletas de espinhos. Eu não sei engaiolar meus anseios quando eles me sufocam o peito a procura de respostas.
Eu teimo junto à escrita fazendo dela minha força necessária, meu mundo paralelo e minha fuga. Eu não sei abandonar as rimas, mas sei abandonar qualquer palavra antiga. Eu não escrevo como quem cospe no papel. Eu apenas deixo as palavras me levarem como folha desprendida solta pelo vento. Eu amo à minha maneira, seja ela breve ou nova. Eu não sei não viver sem sentimentos, entregas ou necessidades. O meu sangue ferve como a letra que queima o papel seja de ódio ou qualquer sentimento bonito. Eu nunca disse “eu te amo” em vão e nem amarrei declarações em versos falsos. Eu amei e amo mil vezes se for preciso, porque eu sou sentimento e verdade. Eu posso ter no peito um coração estilhaçado e ferido, mas ainda tenho o que mais me interessa: Amor próprio, sentimentos válidos e poesia.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Uma saudade, uma canção...

"Que bom que nos encontramos; você é aquele detalhe que faz valer a pena todo o resto; é o segundo de coragem que me fez ver o infinito, compreender o verdadeiro sentido do belo..."
Quando isso é dito de forma verdadeira, não há como duvidar dos sentimentos sinceros, esses, vindo do coração, que ao olharmos nos olhos de quem diz, enxergamos a mais pura verdade. Eu encontro em seus olhos todas as verdades que sempre procurei. Isso que sinto agora, me faz entender os tantos desentendidos aos quais me fizeram perdida. Você tinha razão, eu iria sentir demais a sua falta. Que bom que ouço a sua voz me dizendo coisas bonitas. Eu vou te esperar como eu já disse, porque eu sei que essa espera vai realmente vale a pena.


A canção que me faz só pensar em você...


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Rosas novas esperadas

Vejo em suave alvura desprenderem-se as plumas.
E a delicada flor de bom grado, deixa-se levar pelo vento.
Uma rosa, assim era, entre outras entre umas.

Trago nas mãos as rosas novas esperadas.
O sorriso fácil e os sentimentos leves.
E aos versos entrego minhas verdades declaradas.

Os dias movimentam-se como as flores que se vão,
que logo ressurgem em breve, mas, doce prazo.
Agora a calmaria habita o inconstante coração,
onde o amor verdadeiro nunca chega com atraso.

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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