quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Sorrir com os olhos

-Tu não sorris?
- Sim, eu sorrio.
-Não, tu deves sorrir com olhos. Os teus olhos são tristes.
-O que é sorrir com os olhos? Não sei dessas coisas. Meus olhos servem para chorar, e não sorrir. Não aprendi a sorrir assim. Não aprendi muita coisa ainda...
- Sim, eu sorrio.
-Não, tu deves sorrir com olhos. Os teus olhos são tristes.
-O que é sorrir com os olhos? Não sei dessas coisas. Meus olhos servem para chorar, e não sorrir. Não aprendi a sorrir assim. Não aprendi muita coisa ainda...
- Te ensino. Tu deves arranjar um motivo pra sorrir todo dia, assim, quando menos esperar, não terás mais motivos pra chorar. É simples, é bobo... Mas, é assim que aprendi a sorrir com os olhos.
- Obrigada, nada como um sol após do outro.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Ainda espero

Ai de mim que penso tanto.
Penso nos deslizes que cometi.
Nada mais fiz pra satisfazer meus acertos.
Não sou mais aquela que usa desculpas,
nem mesmo quero ser igual a tantas outras.
Sou essa febre, essa doença sem causa.
Já não posso querer ser o que nunca fui.
Bastam-me as músicas de sempre.
Só isso, ainda é igual.
Já não agonizo no chão gelado,
nem morro da noite para o dia,
mas, ainda fico na janela...
Ainda espero... Como quem espera chuva,
dia de debutar, ou até mesmo uma viagem...
Não achei razões até agora,
para que eu deixe de estar a esperar.
Penso nos deslizes que cometi.
Nada mais fiz pra satisfazer meus acertos.
Não sou mais aquela que usa desculpas,
nem mesmo quero ser igual a tantas outras.
Sou essa febre, essa doença sem causa.
Já não posso querer ser o que nunca fui.
Bastam-me as músicas de sempre.
Só isso, ainda é igual.
Já não agonizo no chão gelado,
nem morro da noite para o dia,
mas, ainda fico na janela...
Ainda espero... Como quem espera chuva,
dia de debutar, ou até mesmo uma viagem...
Não achei razões até agora,
para que eu deixe de estar a esperar.
Percepções lúcidas
Avanço o escuro e crio minha própria luz. Vejo todo esse igual rotineiro de maneira diferente. Guardo um espaço recriado em meio aos desenganos do passado. Busco uma alegria solta em sorrisos mágicos fulgurados por estrelas maiores. Saio de mim como se existissem outros caminhos, mesmo perdendo-me no meio da estrada. Cansei do pesar das horas frias e dos apelos esquecidos entre quatro paredes. Paredes brancas e sempre iguais, como minhas falhas repetidas. Sigo minhas escolhas, e o medo de antes, não mais acorrenta meus tornozelos. Sou tão entregue ao que sinto que já me vejo no egoísmo absoluto desses sentimentos que jamais se explicam. Deixarei que as palavras me comovam e o que os ventos guiem meus descompassados passos estreitos. Não medirei meus dias nas expectativas tolas dos sentimentos falsos, nem despertarei ilusões póstumas. Serei a minha loucura de sempre, não mudarei meus acasos em favor de outros que dizem ter a cura para minhas insanidades. Sigo ilesa, mesmo que me machuquem. Acendo minha vela e guio-me sozinha. sábado, 3 de outubro de 2009
Um poema ingênuo
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Fantasia
Quando o certo me convém, o que é errado permanece.
Não sei convencer a mim. Eu jamais me escuto.
Tenho tantos “eus”, que decidi deixá-los por aí.
Eles correm à solta, contra eles, já nem luto.
Sigo como se o chão aos meus pés não existisse.
Concretizo somente o que me interessa de fato.
Deixo escrito o que é válido, e não o que eu disse,
A descrença é agora, a conseqüência desse ato.
Verdadeiro e falso abraçam-se no mesmo altar:
-A Poesia-
Serei aquilo que a minha face representar.
Posso padecer de alegria,
posso sorrir de chorar.
Não fiz minha alma fria,
apenas irei viver dessa fantasia de amar.
Mortais

Ainda ando por aqui, mesmo que em silêncio e lamento.
Qual poeta não morre e vive dentro de si mesmo?
Mortais, somos simples mortais.
Ao passo que se vive, morre-se de sofrimento.
Qual poeta não morre e vive dentro de si mesmo?
Mortais, somos simples mortais.
Ao passo que se vive, morre-se de sofrimento.
Assinar:
Postagens (Atom)

