
Não sei negar aos versos esses pedidos desesperados.
Não sei acolher em meus pensamentos o isolamento.
Não sei ignorá-los por mais que sejam inventados.
Queria poder dizer nestes versos tudo o que meu peito sente.
Eu já não sei deixar de fazer poesia, vivo ao sopro das palavras.
Eu não sei ignorar a escrita como quem ignora o ausente.
Queiram não entender o que sou, é tão estranho.
Eu não sei deixar de escrever quando sinto.
Eu não sei guardar palavras em caixas de igual tamanho,
nem sei dizer quando na escrita eu minto.
A minha verdade é tão mentirosa que envergonha o papel.
As minhas mentiras são tão sinceras que me convencem.
Eu faço um mundo só meu, e nele, há um inferno e um céu.
Sou egoísta, minhas palavras somente a mim pertencem.
Leiam vocês! Leiam tudo o que aqui, minhas mãos inventam.
Sinceramente, parece mentira o que aqui deixo escrito?
Não confiem nos olhos, eles, por muitas vezes só salientam.
Confiem nas palavras, elas sabem como deixar um poema bonito.
Não quero folgar os meus sonhos.
E nem desmerecer nenhum verso.
Só quero um pouco de mim,
porque não sei aceitar o reverso.
Só sinto e escrevo.
Vivo e sei,
que eu te amo, e sempre, te amarei!
que eu te amo, e sempre, te amarei!





