quarta-feira, 14 de abril de 2010

Me abraça, me aceita...



Só você me deixa ser como eu sou e isso me faz um bem enorme.

Só porque te olhei

Outrora em virtude me fiz como se tocasse o céu
Era eu uma pluma desprendida a preencher o espaço vago
Dessa longínqua imensidão a qual me dei em completude
E voei todo esse infinito como quem nunca teve asas
Tive diante dos olhos as candeias luminosas antes tão distantes
Carreguei nos lábios o sorriso certo e esperado
Sorri como se ninguém entendesse ou tivesse percebido
E então, vivi mil anos de uma vida em apenas alguns instantes...
... E isso tudo se deu, só porque te olhei.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A paz que almeja os inquietos

Das minhas falhas eu diria se fosse solto o verso frágil,
que às vezes, nem creio ser eu a riscá-lo nos papéis.
Os papéis são perigosos, pois a alvura nos cega.
Dá liberdade a nossa mão sedenta.
Dá-nos coragem e aflição ao mesmo tempo,
e ao fim, a paz que almeja os inquietos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Somos vagalumes



Não estamos mais a sós
ao brilho nosso, do sol, ou da lua,
somos próprios em nós.
Somos vagalumes
que iluminam o caminho.
Não estamos mais.
Não mais calados,
não mais sozinhos.
Temos agora, repleto o peito.
Eu e você, seres alados
voando num céu inventado
que é nosso por direito.


* A poesia e a música dominam meus sentidos. Não sei escrever sobre mais nada que não seja o quê sinto tão verdadeiramente em meu peito. Estar diante da simplicidade das coisas é estar em paz. A paz que me não mais me abandona, pois caminho na luz e não mais nas trevas. E isso se dá, não por quê alguém especial tenha me feito enxergar toda essa simplicidade, mas, por mim que aceitou abrir os olhos.

sábado, 10 de abril de 2010

Delírios de amor



Percepções

Avanço o escuro e crio minha própria luz.
Vejo todo esse igual rotineiro de maneira diferente.
Guardo um espaço recriado em meio aos desenganos do passado.
Busco uma alegria solta em sorrisos mágicos fulgurados por estrelas maiores.
Saio de mim como se existissem outros caminhos, mesmo perdendo-me no meio da estrada.
Cansei do pesar das horas frias e dos apelos esquecidos entre quatro paredes.
Paredes brancas e sempre iguais, como minhas falhas repetidas.
Sigo minhas escolhas, e o medo de antes, não mais acorrenta meus tornozelos.
Sou tão entregue ao que sinto que já me vejo no egoísmo absoluto desses sentimentos que jamais se explicam.
Deixarei que as palavras me comovam e o que os ventos guiem meus descompassados passos estreitos.
Não medirei meus dias nas expectativas tolas dos sentimentos falsos, nem despertarei ilusões póstumas.
Serei a minha loucura de sempre, não mudarei meus acasos em favor de outros que dizem ter a cura para minhas insanidades.
Sigo ilesa, e agora, não mais sozinha.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Eu-em-ti


Eu-em-ti

ela trás alívio
não imediato
mas paulatino...
a princípio, um ribombar no coração
frêmito n’alma
discreto tremor nas mãos
sinto aconchegar-me um terno calor
como uma mão que afaga
que acalenta
que mima
que me acalma:
são seus olhos a pairarem sobre minh’alma
a acalentar minha mágoa
alentando minha dor
que dói
nem sei por quê...
pois a tenho
tal como tenho o universo
que
com o espírito
abraço
num segundo...
e
com os olhos
perco
na curva infinita
desse infinito mundo...

faz de mim:
menino-homem
criança mimada
de Rosa-ladrão

dá-me:
teu mel-sabor
tua voz-canção
teu perfume-odor
tu’alma-coração

estraga-me-consertando
concerte, no mundo
nossa canção
que só os ouvidos surdos auscultam
ao som do vento morno
vindo do timbre de um pássaro
no compasso
do coração

********************************
Eu, pessoa inquieta
Trago a paz que te alivia
da mesma dor que me afeta.

Eu, Rosa por tua vontade
vejo o tudo que ninguém vê:
Vejo teu rubor contido
na face que sorri
nos olhos que devoram
sem pressa ou receio
o meu eu que está em ti.

E faço-me:
vento que enverga folhas novas
flores, luz e pensamento.

E sou:
Mel na tua boca,
canção que te acalma;
perfume que te envolve;
Coração que te faz alma.

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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