quarta-feira, 22 de junho de 2011

DE CORPO E ALMA


Eu sinto vontade de gritar

Gritar ao vento que passa

Ou as nuvens estáticas

Eu sinto vontade de tudo

Sinto fome da sua boca

Braços, pernas, cheiro, toque...

Eu sinto e não há remédio

Porque não adoeço

Apenas sinto

Demasiadamente, sinto.

E te vejo tão perto

Seja em sonho, ou do meu lado

Olhando meus olhos

Desenhando meu corpo

Respirando meu ar...

É assim que sinto

E não há como ser diferente

Porque somos tão iguais

Que nos confundimos

Nesse nosso louco desejo

De sermos um do outro

De corpo e alma.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Elementos


Ouçamos os sons da noite!

Não há flagelos nos quartos

Ninguém chora tristeza

Só ouço soluços de tantos risos

E dois amantes aos poucos se acalmam

Diante do astro enquadrado na janela

Ele a beija a meia luz da lua

Entre suspiros e gemidos

Toca sua tez macia

Enquanto toca um blues macio

Regado ao vinho da última taça

As roupas soltas

Testemunhas do sacrilégio

Do pecado, como dizem

O tempo rompe-se

Não há espaço, não há limites

Há o cheiro, a cor; o gosto;

a noite; a lua; o blues; o vinho e o pecado.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sonho de amor

Dos nossos sonhos,

sabemos dizer de cada riso e passo dado

entre os canteiros de flores

que decoram o caminho.

Sabemos das sensações

ao toque do corpo em alma

e o beijar da boca

úmida de hálito quente

que provoca o arrepio da pele

que corre junto ao sangue nas veias.

Quem somos nós?

Figuras de uma pressa serena,

corpos decorados e incandescidos

num cenário de fantasia e realidade.

Mentes que se comunicam em silêncio:

Somos telepatia, pecado.

Somos um que sabe do outro

por completo.

E na fusão do tempo que rejeita o tempo,

somos o sonho que resiste e existe

na felicidade de apenas um gesto.

Somos uma vida inteira vivida em uma única noite.

Somos o real sonho de amor.

domingo, 5 de junho de 2011

Não há promessas quando se tem certezas, e o meu amor é certo, assim como o sol que nasce todo dia.

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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