domingo, 30 de outubro de 2011

No céu, no sonho...


Dei-me a um céu que não chamo céu.

E lá estive quando era a luz que atravessava as nuvens

e o fogo que incendiava os lençóis.

Não vi anjos, nem portões, nem ouro.

Vi-me tão Afrodite, tão humana, tão menina...

E se a razão às vezes dói, é porque sonho.

E gostar de sonhar, é viver e nada mais.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sentimentos agudos

Numerosas sensações despertam um sentir exato e incontestável

onde a mansidão das palavras é um desprender de folhas ao vento

Junto ao furor das tempestades maiores.

Estes teus olhos pueris, oferecem-me a paz e o silêncio;

Enquanto suas mãos exageradas me tocam.

Sinto um irremediável desejo visceral de tudo

Enquanto nada fizemos ainda.

Sonhamos tão perto, e sonhamos tão longe.

E o que é distância?

Não é nada quando um já reside no outro

desde muito tempo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Percepções lúcidas


De um lado a alma que acredita que tudo pode ser diferente, porque é diferente desde antes da existência de qualquer coisa, e do outro a alma que por amor, evita o sofrimento.

São almas gêmeas, todos dizem, e suas próprias almas também.

E eles?

Um acredita em um único sonho diante de milhões de possibilidades, e o outro acredita não ser o sonho de ninguém.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tus manos

Cuando tus manos salen,
y amor, hacia las mías,
qué me traen volando?
Por qué se detuvieron en mi boca,
de pronto,
por qué las reconozco
como si entonces antes,
las hubiera tocado,
como si antes de ser
hubieran recorrido
mi frente, mi cintura?

Su suavidad venía
volando sobre el tiempo,
sobre el mar, sobre el humo,
sobre la primavera,
y cuando tú pusiste
tus manos en mi pecho,
reconocí esas alas
de paloma dorada,
reconocí esa greda
y ese color de trigo.

Los años de mi vida
yo caminé buscándolas.
Subí las escaleras,
crucé los arrecifes,
me llevaron los trenes,
las aguas me trajeron,
y en la piel de las uvas
me pareció tocarte.
La madera de pronto
me trajo tu contacto,
la almendra me anunciaba
tu suavidad secreta,
hasta que se cerraron
tus manos en mi pecho
y allí como dos alas
terminaron su viaje.

Pablo Neruda

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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