sábado, 18 de dezembro de 2010

A cura


Para minhas dores

Seu sorriso

Para meus achaques

Suas mãos

Para a amargura da vida

O meneio dos seus quadris

Para não te perder, minha deusa

Faço oblação

Para as futilidades da massa

Suas ideias autênticas

Para não chafurdar em desgraça

Nossa lassidão latente

Para os dias de solidão

A memória de suas curvas

Para dias entre multidão

Sua voz, aos meus ouvidos, em música

Para acreditar em mim

Saber que minhas mãos te tocaram

Para acreditar em deus

Ter ao meu lado você: presente raro

Para não duvidar da vida

A vida viver sem peias

Para quebrar os grilhões da hipocrisia

Buscar em seus olhos a centelha

Para a cura do que não tem remédio

Tal qual meu inquebrantável furor

Buscar em pétalas de Rosa

O amor de meu amor

A cura para os meus males

É viver em ti

O homem que de fato sou

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Eu preciso dormir


Sinto uma dor no peito, um fracasso instalado.
Sinto pena de mim porque sou dona de todas as penas do mundo.
Deveria agora sorrir e esquecer como tantas vezes fiz.
Deveria envergonhar-me de não estar dormindo como os comuns que não perdem o sono pensando em suas fraquezas.
Eu sou agora um fragmento de qualquer coisa triste.
Eu sou agora a tristeza sorrindo de mim.
Faz tempo que eu não sabia o que era chorar, mas, hoje, vi que não perdi o jeito com lágrimas.
Faço-me mal agora, e na confusão das coisas, sento-me a beira da estrada que tornou-se longa e totalmente sem rumo.
Eu jurei não mais desapontar minha alma e agora faço isso de forma tão vil.
Preciso de mim novamente.
Quero olhar-me por dentro do íntimo e buscar o que sou.
Preciso dormir, sonhar e morrer para as dores.

domingo, 21 de novembro de 2010

Rain


Chove cinza,
mas, aqui dentro, o peito reluz
como se o dia fosse dia de sol
que aquece a alma
mesmo você não estando aqui,
concreto, real, fixo...
Acolho-te dentro de mim
e não há um momento em que eu não te respire,
assim, como sei, que você também me vive a todo instante.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eis o momento... A cura... A paz...


A mesma cor e o perfume
que meneia entre as folhas novas
que depois da chuva aviva as cores
que desenham as delicadas flores
que se abraçam aos ramos
como amantes eternos
de almas acesas
que nas concedidas horas
passeiam nessas paisagens oníricas.
Pensamentos, lentos, tantos...
A vida devagar como o suave vento
que cala as tolas falas
dos que desconhecem o entender da vida.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Versos de paz



Aos que seguem, deixo à beira do caminho um delírio:
“Enlouqueço com razão, tão só a razão dos que amam”
O dito soa como mesmice ou mesmo um martírio
Mas, é o amor de sempre que tantos aclamam.

E tudo que a boca em palavras não diz
Faz-me deixar em talhe estas rimas minhas
Para que saibas que a alma leve e feliz
Segue a dizer-te de amor por estas linhas

Quem em paz discorre em versos o sentimento
Eleva o coração enamorado a ser todo poesia
E os olhos vicejam como flores em agradecimento
Ao beijo esperado do sol de cada dia.

E a alma em definitivo se aquieta
Acolhida como pássaro em regresso ao ninho
Porque sabe que o coração de um poeta
Agora encontrou o seu caminho.

sábado, 9 de outubro de 2010

Da simples felicidade


Talvez eu não saiba tecer as linhas mais belas, nem mesmo consiga expressar o que meu peito sente nesses dias de paz. Eu ando tão de bem comigo, tão feliz, tão completa... Eu ando pela estrada da exatidão, contemplando flores, sorrindo enquanto a luz do sol me banha e a noite traz a brisa fresca da tranqüilidade. Tudo isso só porque alguém existe e me olha com olhos de menino, me beija como se eu fosse à última, me toca da maneira mais perfeita e me aceita exatamente como eu sou.
É privilégio sentir tudo o que estou sentido e na raridade desses sentimentos todos, apenas sorrio de alma leve. Não foi o destino que traçou linhas, ou as estrelas que serviram de guia, foi meu coração que permitiu sentir de maneira real, pura, absoluta. Eu tenho agora motivos suficientes para crer que o amor transforma não só as pessoas, mas, também tudo que as cercam. É simples agora entender de mim, saber quem sou e o que posso ainda ser, porque você me norteia e oferece a chance de cada dia, ser alguém melhor e feliz.
A felicidade que tantos procuram e pensam estar nos grandes feitos de amor, está tão somente na delicadeza do sorriso, na atitude madura, na conversa sensata, no gesto simples de carinho, na saudade boa, na compreensão... A felicidade faz morada nos olhos e na alma de quem se permite. Permitam-se todos, não esperem que a vida passe somente por existência. Vivam como se realmente nada mais existe amanhã, só assim, tudo realmente valerá pena.

domingo, 26 de setembro de 2010

A alma minha e tua

Eu preciso do teu perfil exato
Do teu sorriso certo e fácil
Quanto meus olhos te contemplam.
Eu preciso respirar-te sutilmente
Viver mil vezes em teu corpo
Acolher-te em meu peito
E sossegar a alma minha e tua.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Love


O amor é o encontro de duas metades, é a junção perfeita das parcialidades num todo uno e indivisível; ele é o novo do que é para sempre, é o que acaba de acontecer do que sempre existiu e do que perenemente existirá; é uma lágrima minúscula de infinitas misturas: dor, prazer, felicidade, tristeza, saudade, lembrança, carinho, desejo, querer, pensar, sentir; é a dor de sermos finitos diante do nosso bem-querer infinito.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Motivos


O mundo continua igual. Amamos, odiamos, sorrimos e choramos, e o mundo é sempre o mesmo. Quando digo que nada muda, eu estou certa como nunca estive em toda a minha vida. O segredo é mudar as atitudes, mudar a consciência, mudar as rotas e jamais o que somos. As pessoas usam uma centena de desculpas. Acham-se menores, insuficientes, traumatizadas... Estou cansada de gente traumatizada, desconfiada, depressiva!!! Eu sei, que não é nada romântico ou poético o tom das minhas palavras de agora, não estou nem aí! Aqui é território livre.

O bom dessa vida é encontrar respostas sozinhos, aliás, é assim que encontramos as respostas exatas, observando e entendendo a nós mesmos. Se alguém te fez sofrer, te decepcionou, traiu sua confiança, te usou ou mentiu, saiba tirar proveito disso. Encontre motivos, encontre pessoas, encontre você mesmo. Vá ver o mundo lá fora! Saia, mas, não para “noitadas” se isso nem te interessa. Saia para curtir as cores da vida, o sorriso das crianças, as histórias dos velhos... Vá ver a vida acontecendo. Abrace as pessoas, mas, as pessoas reais e não as que você sequer nunca viu. Beije como se fosse a última coisa que irá fazer na vida, ame de coração livre e não se prenda ao passado. Que mania besta que as pessoas têm de se acorrentarem aos fatos mortos, isso só traz melancolia, e gente melancólica é chata pra caramba!

Há tanto o que aprender e entender e a maioria fica morrendo devagar... Credo, tem coisa pior que morrer aos poucos? Mas, a vida é feita mesmo de escolhas, eu escolhi escrever esse texto que talvez nem faça sentido à ninguém, mas, pra mim é extremamente importante, pois foi observando a vida que encontrei o sentido de se estar aqui nesse mundo e escrevendo nesse momento.

Aprendi a ouvir, a contemplar e a agradecer. Aprendi que o amor existe sim e, antes de qualquer coisa, devemos amar o que somos e nos aceitar todos os dias. Nada de agradar para ser aceito, que bobagem! . Não se preocupe em ficar reverenciando as pessoas, (eu já fiz isso e sofri horrores, rs!) preocupe-se em fazer o bem e aprender. A vida vale demais a pena.

Eu desejo o bem comum a todos, mesmo sendo algo impossível. O que me faz agir assim é sentir-se realmente feliz pelo que sou e por todas as vezes em que quebrei a cara, errando, caindo, levantando... Se não fosse assim, não teria graça, mas pra para que isso aconteça: VIVA! E encontre motivos para isso, há tantos, tantos... Hoje, depois de muito tempo, choveu aqui. Que coisa mais perfeita é a chuva... O cheirinho bom da terra, a água escorrendo, a brisa fresquinha... Ai.. ai... Um beijo, um abraço, um sorriso...
No fim, tudo vira poesia.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A noite toda



O sangue vertido nas veias eriça os pelos
e o ardor febril corre a alma inteira.
A tez macia de cheiro único:
Seu corpo .
Cheiro da Rosa exalado,
que entregue, pulsa.
É profano, é sagrado
quando você é meu ninho e pecado.
Quando o gosto inédito não sacia, nunca.
A delícia do doce da fruta:
Sua boca.
E ao som da nossa canção,
seguiremos juntos e certos um do outro.
Viveremos de suspiros profundos,
de gemidos só nossos,
e do nosso amor além de tudo.
E romperemos através do silêncio
e através da noite, a noite toda, toda a noite.

sábado, 4 de setembro de 2010

Sobre sorrisos e saudades...



...Cadê a minha flor de simpatia?...
Ah, se eu pudesse
Faria um projeto novo deste mundo
Juro que faria
Construiria um grande jardim
Do mundo todo
Só para a sua alegria
Tiraria os espinhos
E os esconderia
Ah, minha Linda...
A sua felicidade me contagia
Vai, ri, me dá essa alegria
Eu nem fico triste com a sua tristeza
Só para não te aborrecer
Eu sei que é da sua natureza
Não querer me ver entristecer
Mas você sabe...
Sabe que o motivo desse meu riso é você
Então ria lindo, minha Linda
Para eu continuar te tendo
Como estou acostumado a te ver
E tudo fica tão mais lindo quando minha Rosa sorri
Que, minha Linda, a Rosa já não pode morrer
A Rosa é para sempre
Como para sempre é o meu riso por você...

... O tempo pára, o ar estaciona no ar, e a vida se congela numa grande saudade...

Tempo nosso

Vivo está o coração em chamas.
Amando o tempo.
Tempo esse sem ordem ou espera.
Tempo nosso traduzido em:
Amor, paixão e saudade.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A canção...







E agora



Loucos



Seguem dançando ao som dessa canção



Que só nós ouvimos



E fazendo essa coreografia



Que só nós compreendemos



Uma Rosa que dança entre espinhos



E sorri,



Para o seu público apaixonado:



Um menino



Que ouve a música



E dança quietinho



Por que não sabe dizer que canção é essa



Mas conseguiu compor essa peça...



E dança



E dança...



E canta a canção aqui dentro



E canta...



E bailamos



Ao som do nosso amor



Ao som do nosso louco e maravilhoso amor!



Lá-rá, lá-rá, la-ra-ra-ra-ra-rá

domingo, 29 de agosto de 2010

De amor e de paz

Bem assim é que somos:
Fogo ao tocar da pele;
Toque suave da pele;
Sentidos escancarados.
Segredos febris contados em alcova;
Nós, descrição do belo mais belo...
Desejo em pecado;
Verdade infinita jamais vivida;
Vivemos da espera delongada e curta;
Apreciando um ao outro em distância.
E assim, temo-nos mais que qualquer um possa ter
Forte impulso, razão desmedida.
Juntos, dois loucos vivendo de:
Horas poucas,
Palavras exatas,
Bocas sedentas,
Pele em brasa...
Ligação de almas que de tão gêmeas,
Vivem longe como se perto estivessem.
Sempre tão juntas,
Sempre tão entendidas,
Sempre voando ao céu sem ter asas.
Infinitas possibilidades
De juntas estarem pra sempre,
Mesmo sem nenhuma promessa,
Mesmo em imensa saudade,
Que mesmo que pese no peito
Faz um sofrer necessário.
Seguindo os mesmos caminhos
Ouvindo as mesmas canções
Vendo paisagens iguais
Vivendo um do outro
De amor e de paz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tudo no nada


Olhos...
Atentos
Mãos...
Inquietas
Respiração...
Arrítmica
Pele...
Ardente
Voz...
Suave
Toque...
Êxtase
Sabor...
Das delícias
Contato...
Delírio
Mãos...
A apertar
Voz...
A gemer
Pele...
A se queimar
Respiração...
A explodir
Movimentos...
A alucinar
Prazer...
Sem conta
Prazer...
Inédito
Prazer...
Prazer!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

estado de graça

Para além das nuvens do céu
dito a paz que guardei em segredo
que em dias mansos me acalma.
Não sou eu nuvem cinzenta
nem menos lágrima perdida.
Sou qualquer coisa verdadeira
esculpida em certeza e realidade.
o eterno abismo sem fundo
agora é um sereno raso lago
a espelhar meu sorriso fácil.
Os dias são de novos azuis
e na alma não habita o sentido pávido
Foram-se as horas dantes arrastadas.
Quebraram-se as ferrugentas correntes.
Abandonaram-me as tristezas infinitas.


Ofereço aos olhos do mundo
o meu sentimento mais profundo
deixando em tranquila linha
essa simples poesia minha:

Deixo de ser poeta aflito
Porém, a rima minha ainda grito
pra dizer que é tão imenso e bonito
o estado de graça infinito
que meu coração tanto quer deixar escrito.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre a simplicidade...


Eu preciso escrever sobre tudo o que acontece. Eu necessito da palavra libertadora para expressar tudo o que sinto a cerca das coisas. As coisas acontecem e o mundo continua o mesmo. Já pararam para perceber a grandeza disso tudo? Por que tantas vezes sofremos e arrastamos conosco outras pessoas, se o mundo realmente em nada vai mudar? O sol irá nascer todos os dias, as chuvas e os ventos irão vir, sejam tranqüilos ou intensos. Nada muda, a não serem nossas atitudes. Eu já disse um milhão de vezes que não mudamos o que somos, mas, melhoramos a cada dia. Quais são as perspectivas de vida que você tem? O quê te espera? O quê pode te fazer sorrir? O quê realmente vale a pena nessa loucura toda? Tudo faz valer a pena, desde que se aprenda com isso. Eu deixei de crer para então entender. Não me prendo mais a sofrimentos, mesmo que eu queira, não posso me ver triste.

Na realidade, as coisas só acontecem porque queremos. Pra quê escolher o sofrimento quando se sabe como ele é? Já notaram quantas vezes fugimos para não encarar nossa verdade e até mesmo a verdade alheia? Só quem sofreu demais, pode dizer de sofrimento. E digo, ele só nos enobrece. Fico triste pelos que sofreram e cultivam agora um coração amargurado. Sejamos livres, meus amigos! Libertemo-nos de todas as amarras cruéis que nos impedem de sorrir para um simples dia de sol. Problemas? Quem não os tem? A vida seria eternamente sem graça se tudo fosse doce. É preciso saber do dissabor do fel e do sal de cada lágrima, para então, aprender quem somos bons e que queremos apenas entendimento. Está aí o grande lance da vida: entender.

Enquanto pensei no que poderia ter sido; enquanto meu quarto foi um retiro; enquanto minhas lágrimas insistiam; enquanto acreditei em outros mais que em mim, eu sofri. Vivia na ilusão de querer entender porque os outros eram e eu não era daquele jeito que queriam. Bobagem. Nada mais que isso. Hoje, olhando-me no espelho, posso enxergar o que os anos me fizeram. Não me trouxeram nenhuma ruga, nenhuma amargura ou dor incontida. Eles me trouxeram as certezas e as possibilidades de escolha. Nem sempre escolhi o certo, mas, decidi fazer o que achava certo. E fiz. Eu posso dizer que fiz e faço mil vezes se for preciso, porque já sei entender o que pode me trazer dor ou alegria.

Eu sei viver e tenho orgulho disso. Não me atormenta a solidão porque sei que jamais viveremos sozinhos, há sempre um alguém a entender o que só você pensa que entende. Eu sigo junto, de mãos dadas e passos marcados. Sigo com quem me ensinou que são nas coisas miúdas que se concentra a essência da vida. Quero nossos sorrisos sempre, até que esse sempre dure, e que mesmo que não seja eterno, eu farei com que seja. Isso é amor. Somos melhores quando entendemos dele [o amor] essa força vital, cúmplice e perfeita, e que só vivemos de fato, quando passamos a entendê-lo em toda a sua grandiosidade.

Devemos amar sempre. Amar na medida certa e apaixonar-se todos os dias. Nada de exageros. A vida não é exagerada! A vida é feita de uma simplicidade absurda. Se achei as respostas, se encontrei minha estrada e se o mundo me sorri, é porque equilibro-me e vivo cada dia na certeza de que sou feliz porque entendo a mim antes de qualquer coisa. A partir daí, tudo fica claro e preciso, simples assim.

quinta-feira, 22 de julho de 2010



-Você é o detalhe que faz valer a pena todo o resto.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quase um desespero...

Do vago silêncio delongado ao grito incontido de desejo:
Quero- te, amor!
E assim, cá estou a espreitar teu tempo.
Perseguindo-te em sonhos.
Desejando-te por completo.

É quase um desespero...
O peito em aflição e êxtase se corrói.
Os olhos sondam cada gesto.
O coração parece retalhado.
Dói e não dói.
É dor que sana com o sorriso que me dá.
É um toque de mão desesperado.
É sentimento em fogo.
É o exato que em hora certa se fará.

Sofro da angústia dos que amam.
E alegro-me como jamais pensei.
Resisto até as lágrimas que não ousam.
Para dizer-te que meus sentidos clamam
por cada beijo que ainda não te dei.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Constatações

Achei todas as respostas.

Quem disse que morremos por amor?

De amor se vive!

O amor nos faz suficientes.

O amor nos faz reais.

Equilibra-nos.

Descansa a nossa alma

e nos faz ser o outro tanto quanto somos nós mesmos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um sentido exato


Não é necessário um tempo,
apenas os sentimentos contam.
E quando um sorriso se desprende,
os pássaros entoam melodias raras,
as cores avivam-se aos olhos
e vida ganha mais vida.
As coisas antes desentendidas
tornam-se simples
quando dois se tornam um só,
num mundo perfeito onde
o coração se embriaga,
a alma dança ao tocar de sinos
e as certezas descansam
na verdade que somos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010



Há algo diferente em mim
Existe um ser pensante,
mas tem também uma alma pulsante...
Tenho um quer que seja de coletor de Rosas,
porém, só uma Rosa me interessa...
Alguns temem o negro das coisas,
eu me inspiro em suas negras pétalas...
Outros sentem fobia das profundidades,
eu adoro mergulhar em seus lagos de caramelo...
A maioria fica esperando o obvio,
eu sonho com suas surpresas...
Aqui e ali, todos temem e fogem da verdade,
eu espero, ansioso, por suas máximas...
Todos parecem correr do desconhecido,
eu anseio a novidade que ela me trás...
Esses pequenos querem prendê-la,
eu adoro ver seu voo em liberdade...

É... Eu sou um tanto estranho...
Mas me prefiro assim:
tão meu, ao ponto de ser todo seu...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Quando o amor olha pra você



Todo Seu Querer
Fagner
Composição: Roberto Mendes, Capinan

Quando o amor olha pra voce
Querendo te prender
Nos braços de alguem
Quando o amor fala pra voce
Com palavras loucas
Todo seu querer
E quando o amor tem sabor de fruta
Colhei em tua boca, a manga madura
E a tua mão em fogo
Acende teu corpo
Tira tua roupa
Procurando a flor
Ai, amor
Diga sorrindo
Ai, amor
Seja bem vindo
Ai, amor
Diga chorando, amor
Voce chegou
Ai, amor
Diga que volte
Ai, amor
Beijo de adeus
Quando se for

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dois, apenas.


Equilíbrio de almas.
Correr de horas imprevistas.
Ombro amigo.
Necessidade plena.
Corpo que queima.
Beijo que sente o beijo.
Riso que encanta.
Nós que nos fazemos.
Fazemos de nossas vidas um agora
e de nós o que somos:
Um universo infinito habitado por dois, apenas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Do que somos e o que podemos ter...


...Quero te possuir tal qual a amantes que contestam uma falsa fé, como os revolucionários que contestam as normas da sociedade, como os pensadores que sabem que a existência vai além das falácias e ingenuidades...

...Pecadores, incertos pecadores nós somos. Definimo-nos um no outro. Pecamos por sabermos que não há mais como deixar de sermos castos para o desejo incontrolável que sentimos. Nós dois, versos de um poema, rimamo-nos. Nós dois, notas de um mesmo tom, tocamo-nos. Ainda há muito que descobrir. Ainda há estrelas para serem alcançadas em única noite e isso é apenas o princípio de tudo o que podemos ter...

...Ah, e como nós podemos, minha Linda, pois quando a gente encontra alguém de fato especial, a gente fica assim: incontido, desejoso, dono de uma vontade gigantesca de tudo, por ser esse sentimento um tudo...Vamos ser nós mesmos, para o bem e para o mal, não importa; vamos ser nós mesmos para o nosso prazer, nosso, só nosso, egoísta, autêntico, e verdadeiro.

terça-feira, 15 de junho de 2010

"ERRRO"


Tenho visto amores sem vida, pintados e revestidos por belas molduras. São eles, cores e refinos, mas, apenas, bela pintura. São eles, dores, tragédias românticas... São eles tão certos de si, tão infinitamente eternos. Tão castos; tão servis... Eu quero é esse “ERRRO”; esse desconexo sem previsões; mas, carregado de certezas. Eu quero a saliva, o suor; o toque; o riso; o êxtase... Eu quero a paixão fervilhando nas entranhas... Eu quero poder dizer o que sinto, sendo pra sempre verdade, mesmo mil vezes errando. É assim que nós dois acertamos o passo, na poesia, no desejo, no coração e na alma. É assim, que a vida passa a ser vida de fato. Que seja efêmera, mas, que venha nua e intensa. Que seja curta, mas, que faça valer os segundos, como esses, que faz nosso tempo, só nosso.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sou eu


A alma tem perfilado em arredores
buscando mais de mim a todo instante
deixando exposta as minhas reflexões.
Nunca tive saudade de ser o que eu não era.
Nem sei dizer mais o que fui.
Só sei dizer o que sou agora:
Sou esse traçado de linha.
Sou essa face.
Sou essa felicidade crua.

domingo, 13 de junho de 2010

Maluquice das boas!

Céus! Quanta maluquice!

Dessa vez, aplaudo. Isso é digno dos enredos mais surreais que existem.

Eu e essa minha mania de "analisar"... hehehe... E não é que sou boa nisso!

hehehehehehehe - Resta-me rir!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sentimentalidade abusiva


Não tenho mais o abatimento das coisas.
Apenas observo à margem
os que sorriem por tragos baratos
falseando uma sobriedade medíocre
sendo apenas débeis alcoólatras
escravos do ópio de sempre.
E de sempre e de sempre...
Sempre tão igual.
Cheirando mesmice de papéis velhos...
...Falta de vida.

***

Não tenho mais o de antes.
Não tenho mais angústias!
Não sofro do espírito!
Eu sinto é o sangue correr.
Eu sinto na pele.
Eu sinto na alma.
Eu sinto até os ossos.
*Ô delícia de vida!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Alma de poeta

Poesia foi um dia dor distorcida em palavra.
Foi agonia de noites sem sono,
solidão, solidez, abandono...
Minha alma enfim se aquieta.
Mas, quem disse que alma de poeta é quieta?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sobre a procura de nós mesmos...*

Esperamos que alguém nos diga o que é conduta justa ou injusta, pensamento correto ou incorreto e, pela observância desse padrão, nossa conduta e nosso pensar se tornam mecânicos, nossas reações, automáticas. Pode-se observar isso muito facilmente em nós mesmos.

Durante séculos fomos amparados por nossos instrutores, nossas autoridades, nossos livros, nossos santos. Pedimos: "Dizei-me tudo; mostrai-me o que existe além dos montes, das montanhas e da Terra" - e satisfazemo-nos com suas descrições, quer dizer, vivemos de palavras, e nossas vidas são superficiais e vazias. Não somos originais. Temos vivido das coisas que nos tem dito, ou guiados por nossas inclinações, nossas tendências, ou impelidos a aceitar pelas circunstâncias e o ambiente. Somos o resultado de toda espécie de influências e em nós nada existe de novo, nada descoberto por nós mesmos, nada original, inédito, claro.

O que agora vamos fazer, por conseguinte, é aprender a conhecer-nos, não de acordo com certo analista ou filósofo; porque, se o fazemos de acordo com outras pessoas, aprendemos a conhecer essas pessoas e não a nós mesmos. Vamos aprender o que somos realmente.

A compreensão de nós mesmos não requer nenhuma autoridade, nem a do dia anterior nem a de há mil anos, porque somos entidades vivas, sempre em movimento, sempre a fluir e jamais se detendo. Se olharmos a nós mesmos com a autoridade morta de ontem, nunca compreenderemos o movimento vivo e a beleza e natureza desse movimento.Pois bem; onde começarmos a compreender a nós mesmos?

Não posso existir sozinho. Só existo em relação com pessoas, coisas e idéias e, estudando minha relação com as pessoas e coisas exteriores, assim como com as interiores, começo a compreender a mim mesmo. Qualquer outra forma de compreensão é mera abstração, e não posso estudar-me abstratamente; não sou uma entidade abstrata; por conseguinte, tenho de estudar-me na realidade concreta - assim como sou, e não como desejo ser.Não há sensibilidade se existe alguma idéia, que é do passado, dominando o presente. A mente já não é então ágil, flexível, alertada.

Para compreendermos qualquer coisa, temos de viver com ela, observá-la, conhecer-lhe todo o conteúdo, a natureza, a estrutura, o movimento. Já experimentou viver com você mesmo?
Isso é dificílimo, porque não sabemos olhar nem escutar o nosso próprio ser, assim como não sabemos olhar a beleza de um rio, ou escutar o murmúrio da brisa entre as árvores.

Uma das coisas mais difíceis do mundo é olharmos qualquer coisa com simplicidade. Como nossa mente é muito complexa, perdemos a simplicidade. Refiro-me àquela simplicidade que nos torna capazes de olhar as coisas diretamente e sem medo, capazes de olhar a nós mesmos sem nenhuma deformação, de dizer que mentimos quando mentimos e não esconder o fato ou dele fugir.

É preciso viver, nada mais que isso. As pessoas estão apenas existindo e se prendendo aos medos adquiridos. Viver é conhecer a si mesmo, é libertar-se. Pensar nisso, é abrir os olhos e encarar o que sempre fugimos: A verdade.


Finalizo com Milton Nascimento que nesta canção, disse tudo:



* Texto baseado na obra de Jiddu Krishinamurtti.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Crenças

Quando me aquieto, penso tanto... Pensar é abrir os olhos. Tenho observado tantas coisas dessa nossa existência, que a cada dia que passa, sinto que somos tão só aquilo que queremos. Afligimos-nos tanto, exigimos ao máximo de nós mesmos e dos outros, quando na verdade, nossa luta é vã! Eu tenho sim, minhas certezas e verdades que jamais irão mudar, pois justamente de vivê-las é que as tenho. Eu não acredito que as pessoas consigam amar em unidade. Eu não acredito que o Divino pune. Eu não acredito que exista algum sentimento que seja eterno, por isso, ele só vive enquanto realmente faz sentido. Eu não acredito que quando se morre se deixa de existir. Eu não acredito que o passado faça valer alguma coisa no presente.

Eu não acredito que alguém consiga viver em paz, traindo seus próprios sentimentos. Eu não acredito que alguém possa amar outro, antes de si mesmo. Eu não acredito que alguém possa se sentir realizado provocando a dor alheia. Eu não acredito nos homens e em suas regras. Eu não acredito na fé do dinheiro e nos templos majestosos erguidos em nome da farsa. Eu não acredito em coisas que não vejo, por isso, acredito tanto em Deus, pois, o respiro, o sinto e o vejo a todo instante.

Eu não acredito quando me dizem que sou a metade que falta, pois, somos únicos, basta-nos somar apenas. Eu não acredito que alguém não possa acreditar no amor. Esse amor universal, desprendido e verdadeiro, seja ele, da maneira que for. No quê acredito, então, se sou tão descrente de tudo?

Eu creio é na divindade das flores, do sol, da vida... Nos sorrisos fáceis cobertos pela inocência. Nas palavras simples ditas em horas improváveis. Eu creio nas idéias bem distintas e cheias de razão. Eu creio nos olhos que me consomem por completo. Eu creio na paixão, porque essa nos move, nos flameja o sangue e nos excita a todo o momento. Eu creio na persistência em fazer o bem e no reconhecimento dos erros. Eu creio no amor como um todo, sem distinções ou vagos interesses. Eu creio nas palavras que me chegam vivas, ditas ou escritas da forma mais intensa. Eu creio no Deus que me fez assim e que me faz aceitar exatamente quem sou eu. Eu creio na alma e na fé depositada todos os dias.

Eu creio nas pessoas que somam comigo. Eu creio na palavra amiga que não julga, apenas compreende e aceita. Eu creio no sentimento de agora, que me dá forças para continuar seguindo, creio então, infinitamente no AMOR, que à mim não é simples palavra, e sim, um resumo dessa minha verdade, muitas vezes, inaceitável, mas, incrivelmente justa comigo, e isso, é o que importa. Eu não sei o que irá acontecer amanhã, por isso, cada minuto que vivo é um presente insubstituível.

Cada pessoa que conheço é um aprendizado, não importa se sorri ou chorei por conta disso. Devemos viver de tudo um pouco, pois, quem assim, nada experimenta, nada sabe dizer a respeito. Cada dia que passa é a vida acontecendo, e assim, não serei eu a arrepender-me de não tê-la vivido intensamente, finalizo com Drummond que um dia deixou escrito:

“ A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade.”

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O amor é que me voa....

Abismo

Composição: Jorge Vercillo / Ana Carolina

Bem daqui onde estou já não dá pra voltar
Nas alturas do amor onde você chegar
Lá eu vou
E o que mais a fazer a não ser me entregar?
a não ser não temer
O abismo em seu olhar ou é mar?
Ah, ah, ah...No seu olhar...
Não há precipícios na vertigem do amor
Só descobre isso quem se jogou
Não sou eu que me faço voar o amor é que me voa
E atravessa o vazio entre nós pra te dar a mão
Não sou eu que me faço voar o alto é que me voa
Meu amor é um passo de fé no abismo em seu olhar
Ah, ah, ah...No seu olhar
Ah, ah, ah...
Me vejo andar no ar lá no abismo lindo no seu olhar
Não há precipícios na vertigem do amor
Só descobre issoquem se jogou
Ah, ah, ah...No seu olhar
Ah, ah, ah...
Me vejo andar no ar lá no abismo lindo no seu olhar
Ah, ah, ah...No seu olhar
Ah, ah, ah...
Me vejo andar no ar lá no abismo lindo no seu olhar

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os versos que negar eu já não posso


As rimas valiosas aos versos ainda trago
Deixando-as saltarem em minha mão
Tocando o papel puro em doce afago
Para dizer em verdade o que sente o coração.

São tão solenes essas minhas palavras de agora
Onde há um súbito entender de coisas plenas
Que me faz debruçar em consciência a fora
Onde ao som de clarins componho melodias serenas.

Eu sou o verso de amor bem rimado e talhado
Eu sou esses seus olhos que me vêem de verdade
Essas mãos que me seguram de bom grado
Esse coração que ama agora em liberdade.

São versos, amor, apenas versos de simplicidade cega
Palavras de uma mesma hora e de um jeito só nosso
Mas, são esses, os versos que a alma não renega
São esses os versos que negar eu já não posso.

Áudio do poema


* São seus, são nossos. Eu não sou poeta, mas, faço desses versos simples, meu presente, minha verdade e meu mais sincero sentimento.

sábado, 29 de maio de 2010

Estado Poético



Tenho estado em poesia.
Infinitamente finita.
Impossivelmente possível.
Idéia minha, grave ou tardia,
De um sentido sofrível,
Externo, e não meu.
Sou eu nesse estado mármore frio.
Sou eu nesse estado poético.
Sou eu observando o riso patético.
Sou eu vendo luz em lugar sombrio.

Vez após vez, respiro a fecunda rima.
Desgarro do silêncio num alarido só.
Mas, ninguém ouve aqui de cima,
A minha idéia embalada em dó.

É triste ser poeta nessa hora.
Quando a vida é efêmera, miúda e vazia.
É triste, eu sei, mas, isso logo vai embora,
Com o romper da aurora de um novo dia.

Deixo anônimo o sentimento.
E desconhecido por um tempo.
Um tempo breve como o sono de uma noite
Ou, a passagem de um repentino vento.

Sim, é breve.
Horas, dias, anos, dores...
E os amores?
Esses, são pra sempre.
Esquecê-los, ninguém se atreve.

Então é melhor despir-me por enquanto.
Deixar o sorriso dominar o pranto
E ter o verso em estado de acalanto.




Áudio do poema


À Fabiane Paranhos, Angel e a todas as mulheres que jamais desistem da felicidade. Este poema é dedicado à mim que a cada dia aprende sobre pessoas. Este poema retrata tão só o sentimento da forma mais poética e verdadeira.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Em vão, nada.

Nos quadrantes rompe-se o tempo
corroendo as rimas e os restos.
Hoje conheço o que antes era a
curva anônima da estrada.
Cada singular composto gesto...
Em vão, nada.
Válido como qualquer lágrima ou,
descrença numa fé, talvez sem causa.
Creio hoje no que as estrelas me dizem
e também no brilho dos teus olhos quietos.
Vivo tocando meus pensamentos em pausa,
Voltando como pássaro ao velho ninho
Rimando como poeta errante
que encontrou seu caminho.

sábado, 22 de maio de 2010

Quando paramos o tempo...


Vagos suspiros acompanham
a felicidade que sobrevoa.
Sorrio do meu pensamento.
Durmo por achar tão sereno o recanto
e a alma ampla alcança o fim do mundo.
Em nuvens jazo sem nexo, ou fim...
Fico em paz porque sonho,
e, enquanto o mundo passa depressa demais,
nós dois, paramos o tempo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

À Amizade


Neste momento em que seus olhos
se ocupam das palavras que meu coração resolveu improvisar...
Eu gostaria de lhe agradecer
pelas inúmeras vezes que você
me enxergou melhor do que sou.
Pela sua capacidade de me olhar devagar...
Já que nessa vida,
muita gente já me olhou depressa demais.
Eu que nem sempre soube acertar... Agradeço.
E o que nos torna amigas
é a capacidade de sermos tantos,
mesmo quando somos duas!!!

Eu quero você assim...


Pudesse eu parar o tempo quando seu sorriso se faz diante dos meus olhos. Você é como um dia repleto de cores; um vento fresco; uma chuva fina; o cantar solto de um pequeno pássaro e tudo de bom que meus olhos podem contemplar. Você é único e será infinitamente único. Que bom que existimos. Que bom que posso tocar sua mão, seu rosto, seu corpo... Que bom que os dias não são iguais e as horas não nos fazem sofrer. O tempo passa, a vida acontece e nossos sentimentos são plenos. Eu quero ouvir sua voz me dizendo das coisas simples e dos sonhos ainda não realizados. Eu quero um abraço seu quando tudo parecer confuso. Eu quero te abraçar quando você se sentir sozinho. Eu quero dizer diversas vezes que estarei contigo mesmo que distante. Eu quero aproveitar cada segundo ao seu lado e te fazer sorrir só pra que a minha alma se alegre por completo. Eu quero te dizer das coisas que ainda não disse e ouvir o que seu coração tanto deseja ainda me contar. Eu quero você assim, exatamente como você é.



Áudio do texto


*Isto, mesmo que possa parecer, não é triste. Isto é emoção, simples emoção.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Só porque amoooo cachorro!!!



Essas são minhas duas menininhas! Estopinha e Louis Lane. Eu amo cachorro. Eles são devotos, fiéis e sempre nos querem bem. São uns fofos. Essas duas aí, dão um trabalho tamanho, mas, me trazem uma alegria sem medida!

Ah, que fofo!

Estou muito feliz com esse mimo vindo da Angel - Pedaços de nuvem. Mais uma vez, ela lembrou de mim. Ela é mesmo um Anjinho lindo! Bem, segundo o que se pede, eu devo dizer 6 coisas sobre mim, eu vou dizer mais, pra vocês conhecerem um pouco mais:

1- Eu sou totalmente desorganizada, mas, só sendo assim eu consigo me entender. Minha bagunça é organizada, oras! rs.

2- Eu tenho 31 anos, e, adoro ter essa idade. Não me envergonho de falar.

3- Eu não assisto TV. Não assisto nada mesmo!

4- Eu sou completamente apaixonada pela obra de Fernando Pessoa.

6- Eu amo literatura política.

7- Eu adoro leite de soja.

8- Eu amo ser professora.

9- Eu converso com minha cachorra e ela entende. :)

10 - Eu odeio matemática.

11- Eu adoro dormir (Quando consigo)

12- Eu sou chocólatra.

13 - Odeio injustiças.

14- Eu sei perdoar e não consigo odiar.

15- Eu gosto de pessoas simples e humildes, principalmene idosos.

16- Eu não sei fazer nada mal feito.

17- Eu não acredito em religiões.

18- Eu não gosto de ostentação e luxo.

19- Eu sou extremamente ansiosa e isso me faz ter um apetide de leão!

20- Eu faço o possível e o impossível pelas pessoas. (Eu não deveria ser assim)

21- Ah, eu sou exagerada! hehehe! É isso!


Quem quiser fazer, pode fazer! Eu achei o máximo! Peço à todos que me acompanham, que façam!

domingo, 16 de maio de 2010

FIM


Meus olhos não carregam o sono da vida real.
Não tenho planos traçados cerrados entre quatro paredes
nem minha alma está atada a sonhos impossíveis.
Só tenho certezas, deste mundo incerto.
Há um excesso estranho de possibilidades
que fazem de mim um ser dispersamente atento.
Cansei, cansei de fato.
Não há lágrimas nem áureas melancólicas.
Há tempos que não sei o que é chorar.
Acho que deixei de ser poeta
ou, poetizo sem crenças, quem sabe.
Será que a minha poesia jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso?
Isso é uma forma visível de costume:
Significações que pulsam num peito nu
e colhe no vasto chão das palavras o sentido das coisas
que somente eu entendo.



Áudio do poema

sábado, 15 de maio de 2010

Já-c-quê?...


Já que veio o sol... E o sol veio! E é outro dia a fluir, tão natural quanto os gestos dela; dela vamos falar. E já que me dei ao mister de dela falar, deixarei que ela, por si só, fale através da ponta do lápis que lambe o papel.

Jacque é criatura distinta, tem olhos vivos, ligeiros e incertos; parece-me que busca o que os sentidos não sentem. Ela fala, move-se, volve tronco de cinta, desloca o nexo do léxico, e passa o seu recado. Tal qual isótopo em radiação, irradia a multiplicidade do seu ser num composto resumido de voz, destoante de palavra, mas em total consonância com a ideia: nisso, ela é a mais feminina das mulheres!

Já que estamos falando, que o façamos sem censura. Ela odeia amar, ou, antes, ama odiar. Bebe sua beberagem de café pelo mal que o bendito cito líquido ao seu bem lhe faz. Vinga-se do mundo consumindo porcarias para exalar perfumes.

Ela é doida. E nisso reside sua sanidade. No mundo do plágio, regido pela lei do não esforço, ela é autêntica. Já ouvi dizerem que é doida. Mas isso não conta. Quem proferiu tal diagnóstico é paciente de imenso manicômio, denominado comodidade. Só as mais poderosas mentes pulam os muros desse hospício. E, já que Jacque pulou, pois vê do outro lado da redoma, onde o horizonte é mais largo e múltiplo, melhor a loucura (livre-mente) dela.

Mas eu entendo os que a censuram. Jacque confunde, já que Jacque fala o que pensa, penso que a maioria fala sem pensar, ou então Jacque tem pensar superior, o que é pensamento pequeno, já que Jacque pensa como todas as poucas mentes nuas com as quais me dei em prosa em alcova qualquer alugada a momento de prazer. A grande diferença é que ela não teme seu próprio pensar.

Quer saber?! Se um dia com Jacque cruzar, em algum caminho macio ou crespo da vida, deixe-a te confundir, elucidar, emudecer, ouvir. Deixe-a te curar da loucura que é a sanidade do mundo “normal”. E, observe. Pode ser que você presencie um momento mágico, no qual ela olha para um lado, vê o ângulo oposto, discute com um objeto, enquanto responde a pergunta de algum circunstante, contempla o nada, e vê o todo e, finalmente, de uma chispa que lhe reluz na retina, a vida nova lhe brota, e você então presenciará o nascimento de uma poesia.
I.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

À deriva


E continuo assim...
Barco à deriva
Em oceano de tranquilidade
Singrando as vascas do acaso
Enquanto o universo me guia até...

...Onde sua alma pode tocar a minha
E nossos sonhos tornam-se um só.
Eu e você, nessas águas serenas
Junto a luz do sol que nos aquece
E ao amor que se faz pleno.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O meu saber

Os humanos se agigantam em suas sabedorias de sofá de sala! Vivem como se fossem outros e não conhecem a si mesmos. Seguem as velhas crenças de sempre como se o mundo do outro fosse o seu. Do quê eles sabem de fato? O que podem saber além do que seus olhos podem alcançar? Limitam-se a morrerem todos os dias, pensando eles, serem os donos da verdade.
E quais verdades tanto procuram? As que lhes ensinaram durante toda a existência? Vivem de mentiras, nada mais que isso. Mesmo que doa a verdade, ainda sim, dela viverei, pois ela faz de mim o que sou, e, sendo eu feita da minha verdade, não sofro, apenas sei, e não conto a ninguém.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quando fala o coração


Sim, é justificável, cara poeta.
Concordo com os outros ao seu lado.
A vida não é só feita de objeções.
Temos tanto imaginário!
Todos em algum minuto se rendem
aos versos mesmo que sem rimas.
Tu sabes bem que de nada abdico.
Tenho para qualquer tempo teu
Meu espaçoso terreno
Onde tua morada, edifico.
Nessa morada mansa
onde nenhum sentimento é pequeno
onde a alma tua feliz descansa
Como aqueles que, caminho a fora
enfrentaram abismos e estradas
tão cheios de perigo.
Aqueles que jamais desacreditaram
mesmo sob as mãos pesadas da descrença
que faz falhar até comigo
esse coração que só sente e não pensa.


*Áudio do poema, peço desculpas pelos ruídos. Esse é mais um que me deu vontade de gravar.










domingo, 9 de maio de 2010

Aos meus alunos

Gravação do quadro Papo reto
Logo do programa


Carlos e Larisse -Apresentadores


Nós não fizemos nada em troca de elogios. Eu já esperava somente a alegria de vocês e a satisfação ao verem concretizada uma idéia tão criativa. Vocês são o máximo! E se ainda acredito na Educação desse país, é porque vocês, meus alunos, são capazes e competentes, e isso faz de mim uma profissional realizada. E querem saber o quê eu acho? Eu acho é pouco, rs!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do amor que se sente...


Do amor que se sente
deixo a alegria confessa
da doce mansidão das horas
para dizer que já não tenho mais pressa.
Porque agora somos.
Somos eu e você a mesma melodia,
o mesmo sopro de vento,
as mesmas nuvens do céu.
Somos a inquietação e a calmaria
e o desespero de antes.
Antes do beijo na boca
das mãos se tocando,
da pele queimando
de desejo envolta.
E os olhos seus me dizem
que amor não mede
e nem de dor se aflige,
porque amor vem de repente
e ninguém assim o impede
de tomar conta da alma da gente.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Tudo

Mas, se somos muito
Ainda que de um pouco
Um pouco de amor, por exemplo
Que é tudo
Nenhuma pena nos pesará mais que a
alegria.
E, contudo meus dias serão repletos
E do mesmo pouco que já me basta
Beijarei teus lábios sem desculpas
Alcançarei teus sonhos de imediato
Para dizer-te:
Que é tudo
Tudo o que ainda falta
Amar-te além do que espero
Somar os dias contando estrelas
Desmerecer os ódios esquecidos
Chorar ao som da canção antiga
Amar como o de costume
Sendo sempre novidade

domingo, 2 de maio de 2010

É amor, vem...

Enxergo a significância das coisas:
O beijo que transcende,
o arrepio que corre a pele;
o corpo que pulsa nas mãos;
A alma que entende.
Entende de amor e paixão
segredos e sussurros
que em pecado ou oração,
entrega-se e deixa os mistérios plenos de sentidos...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A vida me abraça

Observo o mundo ao meu redor. Meu pensamento se revela em escolhas. Sou eu a escolher como quero estar hoje e o que posso fazer por mim daqui pra frente. O tempo passa e a cada dia sinto como se renovassem todas essas certezas. Morreram tantas coisas, nasceram tantas outras, e assim aprendo sobre mim e as pessoas. Domino meus dias, concentro meus sonhos e vivo na irremediável agonia de saber como será. Eu não perdi os sentimentos à beira do caminho, eles habitam ainda em meu peito que esperançoso ama, apenas ama. Olho meu sorriso no espelho e a lágrima que às vezes teima, faz apenas recordar que é preciso viver em plenitude. É preciso aceitar a liberdade que nos faz livrar a alma que tantas vezes viu-se acorrentada às velhas decepções que nossos olhos enxergavam, mas o coração cego, não aceitava. Hoje, não há exagero nos sentimentos, pois a vida não é feita de exagero e sim, de equilíbrio. Vivo um dia de cada vez, num tempo infinito. A vida me abraça quando o tempo para diante de motivos valiosos e simples que hoje me fazem ser o que sou. A vida me abraça quando junto a você eu estou.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quente


...E o meu corpo a se queimar por ti...
e a minha alma a se queimar por ti...
e a minha mente a se queimar por ti...
e aminha inteligência a se queimar por ti...
e o meu desejo a se queimar por ti...
e o meu tempo a se queimar por ti...
e a minha libido a se queimar por ti...
e a minha garganta a se queimar por ti...
e a minha vontade a se queimar por ti...
Por ti...
Ei de dar-te em troco todo esse calor que me incendeia:
E queimar-nos-emos juntos para renascermos como a fênix:
Infinitamente, queimando-nos e renascendo:
Seja em pensamento, seja em atos...


Em resposta:

A alma queima absoluta
diante do desejo exagerado
contido num olhar só nosso.
Sinto o gosto e o jeito do beijo
mesmo distante da boca
que olhar eu já nem posso.
Devora-me os sentidos todos
como a fome insaciável,
que consome o corpo e a alma
onde habita o desejo em febre
que perturba e a traz calma.

[Jacque]

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Floresço

A alma serena está imersa agora
na primavera de todos os sonhos que já tive.
E assim floresço a toda hora
para que teu amor sempre me cultive.

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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