domingo, 16 de maio de 2010

FIM


Meus olhos não carregam o sono da vida real.
Não tenho planos traçados cerrados entre quatro paredes
nem minha alma está atada a sonhos impossíveis.
Só tenho certezas, deste mundo incerto.
Há um excesso estranho de possibilidades
que fazem de mim um ser dispersamente atento.
Cansei, cansei de fato.
Não há lágrimas nem áureas melancólicas.
Há tempos que não sei o que é chorar.
Acho que deixei de ser poeta
ou, poetizo sem crenças, quem sabe.
Será que a minha poesia jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso?
Isso é uma forma visível de costume:
Significações que pulsam num peito nu
e colhe no vasto chão das palavras o sentido das coisas
que somente eu entendo.



Áudio do poema

8 comentários:

  1. O que sentiu minha alma? Sentiu empatia, e só.

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  2. Que bom, Flávio! Fico feliz por sua alma e pela minha também!

    Um abraço!

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  3. Tatiane,

    Pois é, tudo o que é demais, enjoa!

    Um beijo!

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  4. Lindo poema.
    Tem um selo para vc no meu blog!
    beijo

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  5. Ei Jacque! Se quiser e puder, aceite este meu carinho:

    http://enlouquecendoumdiadecadavez.blogspot.com/2010/05/carinho-12.html

    Abraço.

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  6. Fabiana! Vou lá buscarr!!

    Beijo!

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O que sentiu sua alma?

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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