quinta-feira, 24 de junho de 2010



Há algo diferente em mim
Existe um ser pensante,
mas tem também uma alma pulsante...
Tenho um quer que seja de coletor de Rosas,
porém, só uma Rosa me interessa...
Alguns temem o negro das coisas,
eu me inspiro em suas negras pétalas...
Outros sentem fobia das profundidades,
eu adoro mergulhar em seus lagos de caramelo...
A maioria fica esperando o obvio,
eu sonho com suas surpresas...
Aqui e ali, todos temem e fogem da verdade,
eu espero, ansioso, por suas máximas...
Todos parecem correr do desconhecido,
eu anseio a novidade que ela me trás...
Esses pequenos querem prendê-la,
eu adoro ver seu voo em liberdade...

É... Eu sou um tanto estranho...
Mas me prefiro assim:
tão meu, ao ponto de ser todo seu...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Quando o amor olha pra você



Todo Seu Querer
Fagner
Composição: Roberto Mendes, Capinan

Quando o amor olha pra voce
Querendo te prender
Nos braços de alguem
Quando o amor fala pra voce
Com palavras loucas
Todo seu querer
E quando o amor tem sabor de fruta
Colhei em tua boca, a manga madura
E a tua mão em fogo
Acende teu corpo
Tira tua roupa
Procurando a flor
Ai, amor
Diga sorrindo
Ai, amor
Seja bem vindo
Ai, amor
Diga chorando, amor
Voce chegou
Ai, amor
Diga que volte
Ai, amor
Beijo de adeus
Quando se for

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dois, apenas.


Equilíbrio de almas.
Correr de horas imprevistas.
Ombro amigo.
Necessidade plena.
Corpo que queima.
Beijo que sente o beijo.
Riso que encanta.
Nós que nos fazemos.
Fazemos de nossas vidas um agora
e de nós o que somos:
Um universo infinito habitado por dois, apenas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Do que somos e o que podemos ter...


...Quero te possuir tal qual a amantes que contestam uma falsa fé, como os revolucionários que contestam as normas da sociedade, como os pensadores que sabem que a existência vai além das falácias e ingenuidades...

...Pecadores, incertos pecadores nós somos. Definimo-nos um no outro. Pecamos por sabermos que não há mais como deixar de sermos castos para o desejo incontrolável que sentimos. Nós dois, versos de um poema, rimamo-nos. Nós dois, notas de um mesmo tom, tocamo-nos. Ainda há muito que descobrir. Ainda há estrelas para serem alcançadas em única noite e isso é apenas o princípio de tudo o que podemos ter...

...Ah, e como nós podemos, minha Linda, pois quando a gente encontra alguém de fato especial, a gente fica assim: incontido, desejoso, dono de uma vontade gigantesca de tudo, por ser esse sentimento um tudo...Vamos ser nós mesmos, para o bem e para o mal, não importa; vamos ser nós mesmos para o nosso prazer, nosso, só nosso, egoísta, autêntico, e verdadeiro.

terça-feira, 15 de junho de 2010

"ERRRO"


Tenho visto amores sem vida, pintados e revestidos por belas molduras. São eles, cores e refinos, mas, apenas, bela pintura. São eles, dores, tragédias românticas... São eles tão certos de si, tão infinitamente eternos. Tão castos; tão servis... Eu quero é esse “ERRRO”; esse desconexo sem previsões; mas, carregado de certezas. Eu quero a saliva, o suor; o toque; o riso; o êxtase... Eu quero a paixão fervilhando nas entranhas... Eu quero poder dizer o que sinto, sendo pra sempre verdade, mesmo mil vezes errando. É assim que nós dois acertamos o passo, na poesia, no desejo, no coração e na alma. É assim, que a vida passa a ser vida de fato. Que seja efêmera, mas, que venha nua e intensa. Que seja curta, mas, que faça valer os segundos, como esses, que faz nosso tempo, só nosso.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sou eu


A alma tem perfilado em arredores
buscando mais de mim a todo instante
deixando exposta as minhas reflexões.
Nunca tive saudade de ser o que eu não era.
Nem sei dizer mais o que fui.
Só sei dizer o que sou agora:
Sou esse traçado de linha.
Sou essa face.
Sou essa felicidade crua.

domingo, 13 de junho de 2010

Maluquice das boas!

Céus! Quanta maluquice!

Dessa vez, aplaudo. Isso é digno dos enredos mais surreais que existem.

Eu e essa minha mania de "analisar"... hehehe... E não é que sou boa nisso!

hehehehehehehe - Resta-me rir!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sentimentalidade abusiva


Não tenho mais o abatimento das coisas.
Apenas observo à margem
os que sorriem por tragos baratos
falseando uma sobriedade medíocre
sendo apenas débeis alcoólatras
escravos do ópio de sempre.
E de sempre e de sempre...
Sempre tão igual.
Cheirando mesmice de papéis velhos...
...Falta de vida.

***

Não tenho mais o de antes.
Não tenho mais angústias!
Não sofro do espírito!
Eu sinto é o sangue correr.
Eu sinto na pele.
Eu sinto na alma.
Eu sinto até os ossos.
*Ô delícia de vida!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Alma de poeta

Poesia foi um dia dor distorcida em palavra.
Foi agonia de noites sem sono,
solidão, solidez, abandono...
Minha alma enfim se aquieta.
Mas, quem disse que alma de poeta é quieta?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sobre a procura de nós mesmos...*

Esperamos que alguém nos diga o que é conduta justa ou injusta, pensamento correto ou incorreto e, pela observância desse padrão, nossa conduta e nosso pensar se tornam mecânicos, nossas reações, automáticas. Pode-se observar isso muito facilmente em nós mesmos.

Durante séculos fomos amparados por nossos instrutores, nossas autoridades, nossos livros, nossos santos. Pedimos: "Dizei-me tudo; mostrai-me o que existe além dos montes, das montanhas e da Terra" - e satisfazemo-nos com suas descrições, quer dizer, vivemos de palavras, e nossas vidas são superficiais e vazias. Não somos originais. Temos vivido das coisas que nos tem dito, ou guiados por nossas inclinações, nossas tendências, ou impelidos a aceitar pelas circunstâncias e o ambiente. Somos o resultado de toda espécie de influências e em nós nada existe de novo, nada descoberto por nós mesmos, nada original, inédito, claro.

O que agora vamos fazer, por conseguinte, é aprender a conhecer-nos, não de acordo com certo analista ou filósofo; porque, se o fazemos de acordo com outras pessoas, aprendemos a conhecer essas pessoas e não a nós mesmos. Vamos aprender o que somos realmente.

A compreensão de nós mesmos não requer nenhuma autoridade, nem a do dia anterior nem a de há mil anos, porque somos entidades vivas, sempre em movimento, sempre a fluir e jamais se detendo. Se olharmos a nós mesmos com a autoridade morta de ontem, nunca compreenderemos o movimento vivo e a beleza e natureza desse movimento.Pois bem; onde começarmos a compreender a nós mesmos?

Não posso existir sozinho. Só existo em relação com pessoas, coisas e idéias e, estudando minha relação com as pessoas e coisas exteriores, assim como com as interiores, começo a compreender a mim mesmo. Qualquer outra forma de compreensão é mera abstração, e não posso estudar-me abstratamente; não sou uma entidade abstrata; por conseguinte, tenho de estudar-me na realidade concreta - assim como sou, e não como desejo ser.Não há sensibilidade se existe alguma idéia, que é do passado, dominando o presente. A mente já não é então ágil, flexível, alertada.

Para compreendermos qualquer coisa, temos de viver com ela, observá-la, conhecer-lhe todo o conteúdo, a natureza, a estrutura, o movimento. Já experimentou viver com você mesmo?
Isso é dificílimo, porque não sabemos olhar nem escutar o nosso próprio ser, assim como não sabemos olhar a beleza de um rio, ou escutar o murmúrio da brisa entre as árvores.

Uma das coisas mais difíceis do mundo é olharmos qualquer coisa com simplicidade. Como nossa mente é muito complexa, perdemos a simplicidade. Refiro-me àquela simplicidade que nos torna capazes de olhar as coisas diretamente e sem medo, capazes de olhar a nós mesmos sem nenhuma deformação, de dizer que mentimos quando mentimos e não esconder o fato ou dele fugir.

É preciso viver, nada mais que isso. As pessoas estão apenas existindo e se prendendo aos medos adquiridos. Viver é conhecer a si mesmo, é libertar-se. Pensar nisso, é abrir os olhos e encarar o que sempre fugimos: A verdade.


Finalizo com Milton Nascimento que nesta canção, disse tudo:



* Texto baseado na obra de Jiddu Krishinamurtti.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Crenças

Quando me aquieto, penso tanto... Pensar é abrir os olhos. Tenho observado tantas coisas dessa nossa existência, que a cada dia que passa, sinto que somos tão só aquilo que queremos. Afligimos-nos tanto, exigimos ao máximo de nós mesmos e dos outros, quando na verdade, nossa luta é vã! Eu tenho sim, minhas certezas e verdades que jamais irão mudar, pois justamente de vivê-las é que as tenho. Eu não acredito que as pessoas consigam amar em unidade. Eu não acredito que o Divino pune. Eu não acredito que exista algum sentimento que seja eterno, por isso, ele só vive enquanto realmente faz sentido. Eu não acredito que quando se morre se deixa de existir. Eu não acredito que o passado faça valer alguma coisa no presente.

Eu não acredito que alguém consiga viver em paz, traindo seus próprios sentimentos. Eu não acredito que alguém possa amar outro, antes de si mesmo. Eu não acredito que alguém possa se sentir realizado provocando a dor alheia. Eu não acredito nos homens e em suas regras. Eu não acredito na fé do dinheiro e nos templos majestosos erguidos em nome da farsa. Eu não acredito em coisas que não vejo, por isso, acredito tanto em Deus, pois, o respiro, o sinto e o vejo a todo instante.

Eu não acredito quando me dizem que sou a metade que falta, pois, somos únicos, basta-nos somar apenas. Eu não acredito que alguém não possa acreditar no amor. Esse amor universal, desprendido e verdadeiro, seja ele, da maneira que for. No quê acredito, então, se sou tão descrente de tudo?

Eu creio é na divindade das flores, do sol, da vida... Nos sorrisos fáceis cobertos pela inocência. Nas palavras simples ditas em horas improváveis. Eu creio nas idéias bem distintas e cheias de razão. Eu creio nos olhos que me consomem por completo. Eu creio na paixão, porque essa nos move, nos flameja o sangue e nos excita a todo o momento. Eu creio na persistência em fazer o bem e no reconhecimento dos erros. Eu creio no amor como um todo, sem distinções ou vagos interesses. Eu creio nas palavras que me chegam vivas, ditas ou escritas da forma mais intensa. Eu creio no Deus que me fez assim e que me faz aceitar exatamente quem sou eu. Eu creio na alma e na fé depositada todos os dias.

Eu creio nas pessoas que somam comigo. Eu creio na palavra amiga que não julga, apenas compreende e aceita. Eu creio no sentimento de agora, que me dá forças para continuar seguindo, creio então, infinitamente no AMOR, que à mim não é simples palavra, e sim, um resumo dessa minha verdade, muitas vezes, inaceitável, mas, incrivelmente justa comigo, e isso, é o que importa. Eu não sei o que irá acontecer amanhã, por isso, cada minuto que vivo é um presente insubstituível.

Cada pessoa que conheço é um aprendizado, não importa se sorri ou chorei por conta disso. Devemos viver de tudo um pouco, pois, quem assim, nada experimenta, nada sabe dizer a respeito. Cada dia que passa é a vida acontecendo, e assim, não serei eu a arrepender-me de não tê-la vivido intensamente, finalizo com Drummond que um dia deixou escrito:

“ A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade.”

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O amor é que me voa....

Abismo

Composição: Jorge Vercillo / Ana Carolina

Bem daqui onde estou já não dá pra voltar
Nas alturas do amor onde você chegar
Lá eu vou
E o que mais a fazer a não ser me entregar?
a não ser não temer
O abismo em seu olhar ou é mar?
Ah, ah, ah...No seu olhar...
Não há precipícios na vertigem do amor
Só descobre isso quem se jogou
Não sou eu que me faço voar o amor é que me voa
E atravessa o vazio entre nós pra te dar a mão
Não sou eu que me faço voar o alto é que me voa
Meu amor é um passo de fé no abismo em seu olhar
Ah, ah, ah...No seu olhar
Ah, ah, ah...
Me vejo andar no ar lá no abismo lindo no seu olhar
Não há precipícios na vertigem do amor
Só descobre issoquem se jogou
Ah, ah, ah...No seu olhar
Ah, ah, ah...
Me vejo andar no ar lá no abismo lindo no seu olhar
Ah, ah, ah...No seu olhar
Ah, ah, ah...
Me vejo andar no ar lá no abismo lindo no seu olhar

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os versos que negar eu já não posso


As rimas valiosas aos versos ainda trago
Deixando-as saltarem em minha mão
Tocando o papel puro em doce afago
Para dizer em verdade o que sente o coração.

São tão solenes essas minhas palavras de agora
Onde há um súbito entender de coisas plenas
Que me faz debruçar em consciência a fora
Onde ao som de clarins componho melodias serenas.

Eu sou o verso de amor bem rimado e talhado
Eu sou esses seus olhos que me vêem de verdade
Essas mãos que me seguram de bom grado
Esse coração que ama agora em liberdade.

São versos, amor, apenas versos de simplicidade cega
Palavras de uma mesma hora e de um jeito só nosso
Mas, são esses, os versos que a alma não renega
São esses os versos que negar eu já não posso.

Áudio do poema


* São seus, são nossos. Eu não sou poeta, mas, faço desses versos simples, meu presente, minha verdade e meu mais sincero sentimento.

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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