sábado, 29 de maio de 2010

Estado Poético



Tenho estado em poesia.
Infinitamente finita.
Impossivelmente possível.
Idéia minha, grave ou tardia,
De um sentido sofrível,
Externo, e não meu.
Sou eu nesse estado mármore frio.
Sou eu nesse estado poético.
Sou eu observando o riso patético.
Sou eu vendo luz em lugar sombrio.

Vez após vez, respiro a fecunda rima.
Desgarro do silêncio num alarido só.
Mas, ninguém ouve aqui de cima,
A minha idéia embalada em dó.

É triste ser poeta nessa hora.
Quando a vida é efêmera, miúda e vazia.
É triste, eu sei, mas, isso logo vai embora,
Com o romper da aurora de um novo dia.

Deixo anônimo o sentimento.
E desconhecido por um tempo.
Um tempo breve como o sono de uma noite
Ou, a passagem de um repentino vento.

Sim, é breve.
Horas, dias, anos, dores...
E os amores?
Esses, são pra sempre.
Esquecê-los, ninguém se atreve.

Então é melhor despir-me por enquanto.
Deixar o sorriso dominar o pranto
E ter o verso em estado de acalanto.




Áudio do poema


À Fabiane Paranhos, Angel e a todas as mulheres que jamais desistem da felicidade. Este poema é dedicado à mim que a cada dia aprende sobre pessoas. Este poema retrata tão só o sentimento da forma mais poética e verdadeira.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Em vão, nada.

Nos quadrantes rompe-se o tempo
corroendo as rimas e os restos.
Hoje conheço o que antes era a
curva anônima da estrada.
Cada singular composto gesto...
Em vão, nada.
Válido como qualquer lágrima ou,
descrença numa fé, talvez sem causa.
Creio hoje no que as estrelas me dizem
e também no brilho dos teus olhos quietos.
Vivo tocando meus pensamentos em pausa,
Voltando como pássaro ao velho ninho
Rimando como poeta errante
que encontrou seu caminho.

sábado, 22 de maio de 2010

Quando paramos o tempo...


Vagos suspiros acompanham
a felicidade que sobrevoa.
Sorrio do meu pensamento.
Durmo por achar tão sereno o recanto
e a alma ampla alcança o fim do mundo.
Em nuvens jazo sem nexo, ou fim...
Fico em paz porque sonho,
e, enquanto o mundo passa depressa demais,
nós dois, paramos o tempo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

À Amizade


Neste momento em que seus olhos
se ocupam das palavras que meu coração resolveu improvisar...
Eu gostaria de lhe agradecer
pelas inúmeras vezes que você
me enxergou melhor do que sou.
Pela sua capacidade de me olhar devagar...
Já que nessa vida,
muita gente já me olhou depressa demais.
Eu que nem sempre soube acertar... Agradeço.
E o que nos torna amigas
é a capacidade de sermos tantos,
mesmo quando somos duas!!!

Eu quero você assim...


Pudesse eu parar o tempo quando seu sorriso se faz diante dos meus olhos. Você é como um dia repleto de cores; um vento fresco; uma chuva fina; o cantar solto de um pequeno pássaro e tudo de bom que meus olhos podem contemplar. Você é único e será infinitamente único. Que bom que existimos. Que bom que posso tocar sua mão, seu rosto, seu corpo... Que bom que os dias não são iguais e as horas não nos fazem sofrer. O tempo passa, a vida acontece e nossos sentimentos são plenos. Eu quero ouvir sua voz me dizendo das coisas simples e dos sonhos ainda não realizados. Eu quero um abraço seu quando tudo parecer confuso. Eu quero te abraçar quando você se sentir sozinho. Eu quero dizer diversas vezes que estarei contigo mesmo que distante. Eu quero aproveitar cada segundo ao seu lado e te fazer sorrir só pra que a minha alma se alegre por completo. Eu quero te dizer das coisas que ainda não disse e ouvir o que seu coração tanto deseja ainda me contar. Eu quero você assim, exatamente como você é.



Áudio do texto


*Isto, mesmo que possa parecer, não é triste. Isto é emoção, simples emoção.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Só porque amoooo cachorro!!!



Essas são minhas duas menininhas! Estopinha e Louis Lane. Eu amo cachorro. Eles são devotos, fiéis e sempre nos querem bem. São uns fofos. Essas duas aí, dão um trabalho tamanho, mas, me trazem uma alegria sem medida!

Ah, que fofo!

Estou muito feliz com esse mimo vindo da Angel - Pedaços de nuvem. Mais uma vez, ela lembrou de mim. Ela é mesmo um Anjinho lindo! Bem, segundo o que se pede, eu devo dizer 6 coisas sobre mim, eu vou dizer mais, pra vocês conhecerem um pouco mais:

1- Eu sou totalmente desorganizada, mas, só sendo assim eu consigo me entender. Minha bagunça é organizada, oras! rs.

2- Eu tenho 31 anos, e, adoro ter essa idade. Não me envergonho de falar.

3- Eu não assisto TV. Não assisto nada mesmo!

4- Eu sou completamente apaixonada pela obra de Fernando Pessoa.

6- Eu amo literatura política.

7- Eu adoro leite de soja.

8- Eu amo ser professora.

9- Eu converso com minha cachorra e ela entende. :)

10 - Eu odeio matemática.

11- Eu adoro dormir (Quando consigo)

12- Eu sou chocólatra.

13 - Odeio injustiças.

14- Eu sei perdoar e não consigo odiar.

15- Eu gosto de pessoas simples e humildes, principalmene idosos.

16- Eu não sei fazer nada mal feito.

17- Eu não acredito em religiões.

18- Eu não gosto de ostentação e luxo.

19- Eu sou extremamente ansiosa e isso me faz ter um apetide de leão!

20- Eu faço o possível e o impossível pelas pessoas. (Eu não deveria ser assim)

21- Ah, eu sou exagerada! hehehe! É isso!


Quem quiser fazer, pode fazer! Eu achei o máximo! Peço à todos que me acompanham, que façam!

domingo, 16 de maio de 2010

FIM


Meus olhos não carregam o sono da vida real.
Não tenho planos traçados cerrados entre quatro paredes
nem minha alma está atada a sonhos impossíveis.
Só tenho certezas, deste mundo incerto.
Há um excesso estranho de possibilidades
que fazem de mim um ser dispersamente atento.
Cansei, cansei de fato.
Não há lágrimas nem áureas melancólicas.
Há tempos que não sei o que é chorar.
Acho que deixei de ser poeta
ou, poetizo sem crenças, quem sabe.
Será que a minha poesia jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso?
Isso é uma forma visível de costume:
Significações que pulsam num peito nu
e colhe no vasto chão das palavras o sentido das coisas
que somente eu entendo.



Áudio do poema

sábado, 15 de maio de 2010

Já-c-quê?...


Já que veio o sol... E o sol veio! E é outro dia a fluir, tão natural quanto os gestos dela; dela vamos falar. E já que me dei ao mister de dela falar, deixarei que ela, por si só, fale através da ponta do lápis que lambe o papel.

Jacque é criatura distinta, tem olhos vivos, ligeiros e incertos; parece-me que busca o que os sentidos não sentem. Ela fala, move-se, volve tronco de cinta, desloca o nexo do léxico, e passa o seu recado. Tal qual isótopo em radiação, irradia a multiplicidade do seu ser num composto resumido de voz, destoante de palavra, mas em total consonância com a ideia: nisso, ela é a mais feminina das mulheres!

Já que estamos falando, que o façamos sem censura. Ela odeia amar, ou, antes, ama odiar. Bebe sua beberagem de café pelo mal que o bendito cito líquido ao seu bem lhe faz. Vinga-se do mundo consumindo porcarias para exalar perfumes.

Ela é doida. E nisso reside sua sanidade. No mundo do plágio, regido pela lei do não esforço, ela é autêntica. Já ouvi dizerem que é doida. Mas isso não conta. Quem proferiu tal diagnóstico é paciente de imenso manicômio, denominado comodidade. Só as mais poderosas mentes pulam os muros desse hospício. E, já que Jacque pulou, pois vê do outro lado da redoma, onde o horizonte é mais largo e múltiplo, melhor a loucura (livre-mente) dela.

Mas eu entendo os que a censuram. Jacque confunde, já que Jacque fala o que pensa, penso que a maioria fala sem pensar, ou então Jacque tem pensar superior, o que é pensamento pequeno, já que Jacque pensa como todas as poucas mentes nuas com as quais me dei em prosa em alcova qualquer alugada a momento de prazer. A grande diferença é que ela não teme seu próprio pensar.

Quer saber?! Se um dia com Jacque cruzar, em algum caminho macio ou crespo da vida, deixe-a te confundir, elucidar, emudecer, ouvir. Deixe-a te curar da loucura que é a sanidade do mundo “normal”. E, observe. Pode ser que você presencie um momento mágico, no qual ela olha para um lado, vê o ângulo oposto, discute com um objeto, enquanto responde a pergunta de algum circunstante, contempla o nada, e vê o todo e, finalmente, de uma chispa que lhe reluz na retina, a vida nova lhe brota, e você então presenciará o nascimento de uma poesia.
I.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

À deriva


E continuo assim...
Barco à deriva
Em oceano de tranquilidade
Singrando as vascas do acaso
Enquanto o universo me guia até...

...Onde sua alma pode tocar a minha
E nossos sonhos tornam-se um só.
Eu e você, nessas águas serenas
Junto a luz do sol que nos aquece
E ao amor que se faz pleno.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O meu saber

Os humanos se agigantam em suas sabedorias de sofá de sala! Vivem como se fossem outros e não conhecem a si mesmos. Seguem as velhas crenças de sempre como se o mundo do outro fosse o seu. Do quê eles sabem de fato? O que podem saber além do que seus olhos podem alcançar? Limitam-se a morrerem todos os dias, pensando eles, serem os donos da verdade.
E quais verdades tanto procuram? As que lhes ensinaram durante toda a existência? Vivem de mentiras, nada mais que isso. Mesmo que doa a verdade, ainda sim, dela viverei, pois ela faz de mim o que sou, e, sendo eu feita da minha verdade, não sofro, apenas sei, e não conto a ninguém.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quando fala o coração


Sim, é justificável, cara poeta.
Concordo com os outros ao seu lado.
A vida não é só feita de objeções.
Temos tanto imaginário!
Todos em algum minuto se rendem
aos versos mesmo que sem rimas.
Tu sabes bem que de nada abdico.
Tenho para qualquer tempo teu
Meu espaçoso terreno
Onde tua morada, edifico.
Nessa morada mansa
onde nenhum sentimento é pequeno
onde a alma tua feliz descansa
Como aqueles que, caminho a fora
enfrentaram abismos e estradas
tão cheios de perigo.
Aqueles que jamais desacreditaram
mesmo sob as mãos pesadas da descrença
que faz falhar até comigo
esse coração que só sente e não pensa.


*Áudio do poema, peço desculpas pelos ruídos. Esse é mais um que me deu vontade de gravar.










domingo, 9 de maio de 2010

Aos meus alunos

Gravação do quadro Papo reto
Logo do programa


Carlos e Larisse -Apresentadores


Nós não fizemos nada em troca de elogios. Eu já esperava somente a alegria de vocês e a satisfação ao verem concretizada uma idéia tão criativa. Vocês são o máximo! E se ainda acredito na Educação desse país, é porque vocês, meus alunos, são capazes e competentes, e isso faz de mim uma profissional realizada. E querem saber o quê eu acho? Eu acho é pouco, rs!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do amor que se sente...


Do amor que se sente
deixo a alegria confessa
da doce mansidão das horas
para dizer que já não tenho mais pressa.
Porque agora somos.
Somos eu e você a mesma melodia,
o mesmo sopro de vento,
as mesmas nuvens do céu.
Somos a inquietação e a calmaria
e o desespero de antes.
Antes do beijo na boca
das mãos se tocando,
da pele queimando
de desejo envolta.
E os olhos seus me dizem
que amor não mede
e nem de dor se aflige,
porque amor vem de repente
e ninguém assim o impede
de tomar conta da alma da gente.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Tudo

Mas, se somos muito
Ainda que de um pouco
Um pouco de amor, por exemplo
Que é tudo
Nenhuma pena nos pesará mais que a
alegria.
E, contudo meus dias serão repletos
E do mesmo pouco que já me basta
Beijarei teus lábios sem desculpas
Alcançarei teus sonhos de imediato
Para dizer-te:
Que é tudo
Tudo o que ainda falta
Amar-te além do que espero
Somar os dias contando estrelas
Desmerecer os ódios esquecidos
Chorar ao som da canção antiga
Amar como o de costume
Sendo sempre novidade

domingo, 2 de maio de 2010

É amor, vem...

Enxergo a significância das coisas:
O beijo que transcende,
o arrepio que corre a pele;
o corpo que pulsa nas mãos;
A alma que entende.
Entende de amor e paixão
segredos e sussurros
que em pecado ou oração,
entrega-se e deixa os mistérios plenos de sentidos...

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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