terça-feira, 26 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Ingênuo
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Ex aspectu nascitur amor [soneto]
Na mais profunda clareza do que sou, ainda sim, me estranho.
Olho-me em espelhos foscos. Enxergo-me no âmago da alma.
Sei me ver como quem nada entende. Vejo-me sem tamanho.
Sou de fato um resvalo de inquietude e nada mais me acalma.
Nasce dos olhos o amor que somos, eles defloram a verdade.
Olhe-me desse jeito! Sou mais que um cansaço aparente.
Não há como enganar aos olhos, isso seria deveras maldade.
Pois, somente neles é que exergamos o que somos realmente.
Inquieta mesmo é esta alma minha, só sabe amar em demasia.
E mesmo que relute, ou, tente enganar aos olhos de alguém,
já não se pode, já não se deve... viver sem tamanha alegria.
Ame aos pobres olhos insones, tão cansados de esperar.
Estes mesmos olhos, que não conseguem dizer outra coisa,
que não veem de outro jeito, porque pra sempre irão te amar.
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Doce espera

Espero o fim do dia, ouvindo cá no peito, meu coração.
Ele ritma acelerado como um ruflar de asas ligeiras,
de pássaros livres a procura de flores da nova estação.
Há um som harmônico que invade m’alma cansada.
Faz fluir em minhas veias meu sangue inflame.
Perco-me para encontrar-me nessa doce morada,
acolhendo-me em teus braços para que me ame.
Eu sonho ao brilho da luz que vem do teu olhar.
Sobrevôo campos floridos e estradas encantadas.
Sou também pássaro nessa amplidão do que é amar.
Esvaem-se as nuvens rutilando os raios ao poente.
Espalhando os pássaros enquanto a chuva cai inesperada.
Renovando pequenas flores de um perfume envolvente.
Tudo é uma dança aos olhos, e a tarde cai tão esperada.
Aponta no céu uma lua tímida junto a uma estrela distante.
É noite. Tu chegas e traz nas mãos uma rosa delicada.
De longe acompanho cada passo desse esperado instante.
E conto cada segundo, para novamente ser amada.
Espero-te amor, como a mais linda primavera.
Seja o tempo que for, será sempre doce a minha espera.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Lago, libélula e o amor que sinto
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Amor pra quê te quero?

Há prazer nas lágrimas. Sim, há.
Bem sei... Bem sei...
Amor pra quê te quero?
Pra ouvir: “Eu te amo”?
Vários deles?
É tão simples dizer, tão fácil aceitar.
Talvez se eu fosse de pedra, seria fácil. Não sou!
Talvez se eu fosse feita da santa ingenuidade. Não sou!
Bem sei... Bem sei...
É tão bom saber de amor. É tão precioso.
Melhor ainda é quando se inventa sobre ele.
São tantas histórias.
Tantos encontros e reencontros.
Tantas músicas. Tantos versos.
Tantas lágrimas. Tantas alegrias.
Pra uns é tão fácil. Pensei que pra mim, também seria.
Restou-me escrever sobre isso.
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