quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ex aspectu nascitur amor [soneto]





Na mais profunda clareza do que sou, ainda sim, me estranho.
Olho-me em espelhos foscos. Enxergo-me no âmago da alma.
Sei me ver como quem nada entende. Vejo-me sem tamanho.
Sou de fato um resvalo de inquietude e nada mais me acalma.

Nasce dos olhos o amor que somos, eles defloram a verdade.
Olhe-me desse jeito! Sou mais que um cansaço aparente.
Não há como enganar aos olhos, isso seria deveras maldade.
Pois, somente neles é que exergamos o que somos realmente.

Inquieta mesmo é esta alma minha, só sabe amar em demasia.
E mesmo que relute, ou, tente enganar aos olhos de alguém,
já não se pode, já não se deve... viver sem tamanha alegria.

Ame aos pobres olhos insones, tão cansados de esperar.
Estes mesmos olhos, que não conseguem dizer outra coisa,
que não veem de outro jeito, porque pra sempre irão te amar.

Um comentário:

  1. Jacque!!!
    Ah, que lindas palavras, Xará!!!
    Será que as mereço?
    Olha, todo esse carinho deve também ser retribuído com carinho!!!
    Estou seguindo teu lugar e aparecerei sempre por lá!!!

    Olha, vou te dar uns selinhos do jaque Sou!!

    Você tem e-mail? Me manda!

    Beijos=*

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O que sentiu sua alma?

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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