
Dispersa figura errante baila pela noite até o dia.
E uma aparente tristeza se desenha. A lua inveja.
Sim, pois é somente a ela que cabe ser só e fria.
Desejas fazer versos. Versos tristes e descabidos.
Esses que a caneta aperta e os fazem sangrar.
Escorre uma tinta azul dos pobres versos feridos,
pois, carregam as culpas dos que não sabem amar.
E nessa mistura de lua escondida e versos desgarrados,
Vejo tua figura escondida atrás de uns nimbos pesados.
Tu te escondes, porque sabe que a lua pode revelar-te.
Então, não tenhas pressa figura errante. Voa!
Há um céu todo espaçoso e sem limites a esperar-te,
Lança-te! Mesmo que voar e cair sempre te doa.
Lindos versos!
ResponderExcluirParabéns!