terça-feira, 12 de maio de 2009

Culpa


Hoje é um dia displicente. O que fiz eu da vida?
O que a vida fez de mim? Hoje estou doente.
-Isso não deve ser assim-

Por Deus! Ausenta-te de mim! Culpa maldita!
Não vês o quando sofro e o quando padeço?
Vai ser assim? Minha vida nessa culpa infinita?
Não quero fazer de mim aquilo que não mereço!

Quis que todas as culpas se ausentassem essa noite,
porém, aprecio agora meu infalível medo da derrota.
E o coração agonia no estalar de cada açoite.
Eu apanho, mas, não serei inútil criatura quase morta!

Há um fervor desmedido entre a culpa e a sentença,
e um grito do passado que dormia, abre os olhos agora.
O que sou eu se não tenho mais a minha crença?
Sou apenas mais um que se perde a cada hora.

Nem essas linhas que escrevo, merecem tamanho desgosto.
Nem essas palavras merecem ser jogadas nesse sofrimento.
Tento dizer aqui, mesmo desse jeito, tudo o que ainda não posso.
Tento saber de mim, para acalmar esse desgasto sentimento.

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