quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Doce amor

Cadê minha poesia?

Só se escreve quando sofre?

Não tenho mais sofrido para os versos.

Poetas gostam de tristeza e amargura.

Eu sei que nunca fui poeta.

Se eu disser em versos o que sinto,

Repetirei sobre felicidade

Enjoando o papel branco com as mesmas coisas doces.

Vou falar de amor, novamente.

Porque, pra mim, será sempre novidade.

Todo dia de amor é único.

Toda verso de amor é inédito.

Não faço mais a poesia de antes.

Nem se eu quisesse voltaria a ser triste.

Desaprendi, esqueci, morri para a dor...

Minhas letras não carregam tons melancólicos.

Nem lágrimas salgam minha boca.

Meus versos são de água e açúcar.

A ansiedade deixou apenas um recado:

“Não sei viver sem você, vou embora.”

Tantas coisas me abandonaram.

Os dias tornaram-se mansos.

A agonia deu espaço à paciência,

E, a ilusão, ao doce amor.

Um comentário:

  1. Jacque, que coisa mais linda! To encantada, em voltar a passear meus olhos nesses versos tão iluminados.
    Aplausos linda!

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O que sentiu sua alma?

Vida

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Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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