quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ex abrupto


Como a planta nutrida da luz de sempre
Avivada pelo sopro dos ventos dançantes
Onde um ramo altivo se prende nas algibeiras
e enlaçado mesmo que de espinhos, cresce.

E cresce aliado aos dorsos que sufocam, machucam, mas não o matam.

De sóbrio recebe piamente o vento destoado.
Não há mais flores nesse ramo, secaram-se todas.
Qual o motivo das flores? Se ainda sustenta-o a raiz?
Raiz maior, de poderio único: O amor.

Corta-o, ainda assim, as lágrimas o farão ressurgir com frondoso encanto.

3 comentários:

  1. o amor que tudo pode, tudo sente, tudo suporta...

    até mesmo a dor mais forte...


    lindo minha flor...

    parabens....

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  2. Uma flor que rompe o asfalto...
    Isso sempre me comove!
    É a poesia que surge do duro chão
    da realidade!

    Abraço muito carinhoso!

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  3. Perfeito! Lindas palavras delicadamente aplicadas e dispostas em versos, como somente alguém de alma sensível poderia dispor. Parabéns!

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O que sentiu sua alma?

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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