Quando você chegou
Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera ,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.
A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
Pablo Neruda
Sei que não existe ninguém como você.
Pra sempre quero dizer que te amo, e isso é minha maior certeza.
Certeza de que na vida não há nada mais a não ser o teu amor e o meu amor.
Nas paisagens de hoje, vejo o sempre.
Vejo-te entre as frestas da janela, da qual tanto te esperei.
Hoje, estás comigo, chegaste, aportaste em meu peito.
Aqui te amo.
Eu te amo, meu amor. E aqui, digo diversas vezes, o quanto eu te amo.
[Jacque]
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...
Pablo Neruda
Belíssima declaração de amor!
ResponderExcluirbeijos, lindo final de semana
Obrigada, linda.
ResponderExcluirSim, é uma declaração.