terça-feira, 11 de agosto de 2009

É poesia! Assim, ela dizia.




A lua é tua.
Roubei a lua para ela. Cometi um crime em troca de um sorriso.
E sempre valeu a pena, cada ato criminoso.
Roubei os beijos e as flores. Isso ainda é loucura pouca.
Gérberas grenás, rosas vermelhas, o lírio mais cheiroso.
Vermelho, vinho, carmim da tua boca.
É poesia!
Assim, ela dizia.
Eu já sabia. Sou réu confesso.
Condenado a viver sob a pena de amar-te de verdade.
Nunca deixes de fazer então, o que eu te peço.
Ama-me para sempre, por toda eternidade.
É poesia!
Assim, ela dizia.

domingo, 9 de agosto de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

Pecado/versos/Culpa




- Pecado-
Lascivos vínculos desdenham infelizes lembranças.
Impuro sacrilégio, fascínio desmedido de dores.
TE CALLAS! sin la santidad de su cuerpo, usted no es nada.


-Versos-
Arremessa a seta de volta. Corazón, alvo certo.
Não há entendimento.
Há sentido.
Sentimento.


- Culpa –
Estranheza causa estranheza. Dito já um dia, ainda:
Paga pena inconstante nunca finda.
Nunca finda.



-Eterno lamento eterno-

Fim de tudo. Começo de nada

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Angel




Num tempo esquecido, perdido em meio às paisagens desses meus olhos pueris, avistei-te descansando por entre as macieiras. Os raios de sol rompiam o entrelaçado das copas carregadas de róseas, alvas flores, que exalavam por todo bosque um aroma único. Tu eras aos olhos, a visão mais encantadora, doce e terna que nenhum apaixonado artista poderia pintar ou esculpir. Eras o belo em toda a sua essência. Tu dormias. Fiquei a te observar por entre os arbustos menores que me eram cúmplices naquele momento. Tu se mexias, como se sonhasse voando entre a maciez das nuvens desse mesmo céu , manto celeste, tua morada, de onde tu vieste. De repente, virastes do outro lado, deixando-me a vista o que os meus olhos jamais poderiam imaginar testemunhar. Vi as tuas asas, encolhidas junto ao teu dorso, aquecendo-te como num abraço. Um anjo do céu, dormindo a semelha, de um anjo do céu. Aproximei-me, e, provei aos meus olhos que duvidavam da tua presença, que estava ali, debaixo da macieira, a personificação desses seres alados. Perdi-me das coisas, ao fitá-lo, assim, tão manso e doce a respirar como se pairasse entre flores novas. Fiquei a observar-te por não sei que tempo, pois se de mim, já o era perdido, agora nem sentido fazia em encontrá-lo. Num movimento leve, que me fez esconder-se novamente, tu abres os olhos, e vejo, por fim, porque meus pés me trouxeram até a ti. Teus olhos, expressão maior do encanto, primórdio do equilíbrio entre os céus e terra, mistura de âmbares e esmeraldas, matiz única jamais vista, porém, já me eram conhecidos. Tu sorriste ao despertar, e todo sentido fez-se agora no vento, nuvens, verdes e flores... Teu sorriso tudo era. Anjo, por que escondestes tuas asas? Desprevenido, repousando, pude então vê-las, eram as mesmas as quais eu sentia, quando tantas vezes roguei-te ao meu lado. Voa, deixa aqui, o teu segredo guardado em meu peito. Tu me fizeste crer, mesmo que jamais aos meus olhos te mostrastes como anjo. Eu sempre soube, pois só um anjo pode levar-nos ao céu, sem nos tirar os pés do chão.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ausência




Do alto infinito ermo caminho dessa minha existência,
calcei os pés da úmida terra acolhedora da lágrima minha.
E mesmo num quebranto de lamentos, apeguei-me na ausência,
pois, já não me era vida viver o que eu não tinha.

Sobre os vastos infortúnios vividos ao longo da vida,
poderio maior me fez a falta do que fui um dia.
E a lembrança faminta que dilacera como ferida,
impiedosa, rouba-me as horas de alegria.

A mesma lembrança chega na hora derradeira.
Volto ao que deixei, e a tudo o que vivi naquele tempo.
Tua não presença, agora, não é metade, é inteira.
Tenho junto a mim, meu mais vívido pensamento.

Como prometestes um dia sem demora,
Pertencer a este coração que tanto amor no peito sente.
E assim, de viver-te, tenho vivido a cada hora,
pois a tua ausência, jamais te fez ausente.




A ausência não é a falta.*

Ao coração





Frágil coração desatado compasso que te tocas.
Do fim do meio e começo meio torto,
Tu carregas tanto, e o tanto te sufoca.
Mas não será de mim a pena de um morto.

Tu és coração altivo tanto fácil desgarrado.
Nobre companheiro, velhaco amigo.
E nesse pobre peito apaixonado,
Chora e sorri, mesmo que de castigo.

Onde fostes àquelas horas, quando do meu peito tu fugias?
Responde assim, um coração não entendido:
-Batia as portas do desespero, subia aos céus das alegrias,
seguia aos amores que eu tenho, amava mesmo que ferido.

Tenho, porque tenho coração, doce manto de carmim.
E aqui esquerdo, cheio do sentimento meu.
Destoa, em versos o melhor que sou de mim,
E bate, vive e sofre pelo amor que é todo teu.

Vivente pulsa o sangue vida em minhas veias.
Sopro de saudade que soa ao passar de cada hora.
Amarrado, seguro e preso na paixão de tuas teias.
Sou alegre alma que vaga pelos dias de agora.

Ama coração! Tu mesmo de amor maior se tenhas feito.
E de amar, tu serás eterno menino a procura de carinho.
E mesmo que sofras nesse meu peito,
Tu já não mais viverás em desalinho.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O amor e o tempo





Descri de todas as formas rotineiras. Os dias e as horas, não são como antes.
E aqui, onde predomina o vento, creio na áurea cativa que toca a minha face.
Sorrio, e assim, se faz a vida de tão breve e infinito instante.
Amo-te, e as vezes, ouço como se cada flor à mim falasse.

E as nuvens movem-se ligeiras num celeste céu que cisma em sorrir ao que sou.
O entardecer lento e o quedar do sol, desenham o teu sorriso cativo.
Uma púrpura gasta, ata-se as asas daquele pássaro que ao ninho retornou.
O tempo já não é igual. Desdobra-se nos quadrandes. Viver é viver o que vivo.

Desfeito o dia, abraça-me o luzir de estrelas. Candeias altas luminosas.
Noite de nobre encanto onde uma lua desponta a clarear o que tanto ousa.
E ao nosso tempo, caminharemos pelas pedras, duras e frias, mas preciosas.
E no espanto das certezas infinitas, sei que é o teu amor que em meu peito repousa.

Entender é trancar-se dentro da palavra *

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...


A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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