
Eu quero oferecer a mim um refúgio. Quero deixar de lado toda a possibilidade de não merecimento. Quero me abraçar e sentir meu coração. Eu preciso sentir meu coração, saber como ele ritma. Eu preciso me enxergar. Eu preciso reforçar meus apelos, sentar-me à beira de uma estrada abandonada por onde ninguém passa, e passar por mim várias vezes. Preciso conversar comigo pra saber como sou. Eu preciso de mim. Preciso aprender uma prece, um rito que seja. Preciso de qualquer coisa que me leve junto ao meu “eu” fugitivo.
Para conhecer a alma de um poeta, não é necessário confrontá-lo ao espelho da vida. Basta entregar-lhe uma folha de papel em branco, e, alguns derrames de tinta. E o que ficar do misto de vida em cores, seus amores, e, dissabores será a maior de todas as obras primas. Belo post! Parabéns! Abraço!
ResponderExcluirDe vez em quando acontece sermos desconhecido de nós próprios. Parece-me que é isso que as tuas palavras deixam transparecer.
ResponderExcluirDiversas são as formas de reencontrarmos essa identidade fugidia, não há regras para isso, não é?.
Obrigada pelo teu comentário. Irei passando pelo teu Poética (do qual li ainda muito pouco).
Beijinho