
Onde termina cada linha recomeça outro desespero.
Sou agora assombrada pelas palavras e as lembranças que desenterro.
Fragmentos completos da desordem métrica do erro.
Inútil é tudo isso que eu escrevo!
Vejo o talhe feito no papel pelo ruim da minha mão.
Ferida aberta que sangra da tinta que aos versos dão.
Condenei-me a viver nesta maldição.Rima maldita!
Não percebes minha sofreguidão?
Sem rima vou riscar qualquer papel
E alguns irão dizer que fiz poesia.
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