quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Solidez



Ao desprender das horas, tão longas companheiras dessa minha solidez.
Desfaleço-me em um canto qualquer da casa tão vazia de sentidos.
Fico decorando paredes ao passo que me sufoca esta minha languidez.

Aos meus olhos as paredes são belas, representam o estático que não faço uso.
Ao o fitá-las desse modo, aquieto-me, e hipnotizo a frieza em minha alma repleta.
Emociona-me tamanha exatidão do nada. Não faço desse momento, um recuso.
Vejo poesia nas paredes, delas absorvo o sentimento da forma mais concreta.

Preciso das paredes, nelas desenho a chatice monótona dessas horas de aflição.
Meu mundo é sentido em TRÊS formas, e quanto a isso, não há mais remédio.
EU --------------------------------- PAREDE----------------------SOLIDÃO
EU ---------------------------------PAREDE-----------------------TÉDIO





Um comentário:

  1. É um sentir de tudo na globalidade da sua representação, sem que o tudo nos escute.

    É aquela eterna incompreensão que cresce dentro de nós e que nunca floresce de vez para que possamos sentir a força das suas pétalas, dançando com o vento.

    São aqueles momentos em que sentimos falta de algo ou de alguém mas que só em poema ousamos chamar de solidão. Gostei...

    Abraço.

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O que sentiu sua alma?

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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