segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lágrimas, fatos e versos


Lágrimas

Que fazes aos meus olhos lágrimas teimosas?
Não sabeis que ao banharem a minha face,
Inundam minha alma de tristezas generosas?

Não sabeis que a alegria fazia aqui morada?
Por que insistem em tomar este lugar?
Deveriam já ter cessado aqui a permanência.
Para mim, seria só um dia que eu haveria de chorar.
Já me era de costume só tê-las em vãos momentos,
Mas, vejo que insistem em ficar ignorando a minha clemência.

Logo eu que vê inutilidade em lágrimas?
Logo eu que as trato com insignificância?
E o meu “eu” que ainda não regressou?
O que há?
Eu não sei.
Só sei que revivo um antes.
E acumulo uma dor que ainda não cessou.


Fatos

É como se tudo viesse ao mesmo tempo.
Todas as análises, fatos, mentiras e verdades.
Pensei que a mim isso nada importava.
Mas, as lágrimas lavaram meus olhos,
Fizeram-me enxergar o que eu merecia.
Eu não era aquilo que eu falava.
E nem conseguia suportar como eu dizia.

Eu não suportava, eu apenas mentia.
Mentia pra ter um pouco de ti.
Pra escutar qualquer “amo você”,
porque assim eu precisava.
Agora, de olhos lavados e alma sofrida,
tenho notado que eu vivi mais a ti do que eu.
Deixaste-me sozinha, e nada era como antes.



Versos

E os versos foram erros meus, quem sabe.
Quando se ama, erra-se muitas vezes,
por que o amor no peito não cabe.
Eu só sei fazer fazer poesia.
E destino os versos aos teus olhos negros ou claros,
Agora devo dizer-te dessa minha agonia,
Dizer-te que não sei o que há de fato.
E que nesses momentos a mim não tão raros,
Prefiro não mais privar-me da razão.
Logo eu, forjada em sentimentos.
Louca por versos, letras, músicas...
Louca por ti.
E por isso, deixo o que sinto aqui.
Pra que saibas que estou perdida.
E nem sei se é verdade tudo que eu vivi.
Só sei que procuro outra saída,
mesmo sabendo que já tentei e não consegui.

Eu quero não mais ler tuas linhas.
porque não sei se algum dia foram minhas.
E essa doença sem cura,
que me faz escrever sem parar,
deixa-me perto da loucura
que só me faz sentir e dizer:
Que eu jamais deixarei de amar.

E por amar eu entendo, sinto, choro, poetizo...

Um comentário:

  1. bah...

    mulher como consegues escrever assim tão divinamente??

    beijos de uma amiga com saudades!

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O que sentiu sua alma?

Vida

Vida
Há muito o que ser escrito...

A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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