
O amor não é produto de pensamento, que é o passado. O pensamento não pode de modo nenhum cultivar o amor. O amor não se deixa cercar e enredar pelo ciúme; porque o ciúme vem do passado. O amor é sempre o presente ativo. Não é "amarei" ou "amei". Se conheceis o amor, não seguireis ninguém. O amor não obedece. Quando se ama, não há respeito nem desrespeito.
Não sabeis o que significa amar realmente alguém - amar sem ódio, sem ciúme, sem raiva, sem procurar interferir no que o outro faz ou pensa, sem condenar, sem comparar - não sabeis o que isto significa? Quando há amor, há comparação? Quando amais alguém de todo o coração, com toda a vossa mente, todo o vosso corpo, todo o vosso ser, existe comparação? Quando vos abandonais completamente a esse amor, não existe "o outro".
O amor tem responsabilidades e deveres, e emprega tais palavras? Quando fazeis alguma coisa por dever, há nisso amor? No dever não há amor. A estrutura do dever, na qual o ente humano se vê aprisionado, o está destruindo.A mente que busca não é uma mente apaixonada, e não buscar o amor é a única maneira de encontrá-lo; encontrá-lo inesperadamente e não como resultado de qualquer esforço ou experiência. Esse amor, como vereis, não é do tempo; ele é tanto pessoal, como impessoal, tanto um só como multidão. Como uma flor perfumosa, podeis aspirar-lhe o perfume, ou passar por ele sem o notardes. Aquela flor é para todos e para aquele que se curva para aspirá-la profundamente e olhá-la com deleite. Quer estejamos muito perto, no jardim, quer muito longe, isso é indiferente à flor, porque ela está cheia de seu perfume e pronta para reparti-lo com todos.
O amor é uma coisa nova, fresca, viva. Não tem ontem nem amanhã. Está além da confusão do pensamento. Só a mente inocente sabe o que é o amor, e a mente inocente pode viver no mundo não inocente. O amor não conhece o oposto, não conhece conflito.
Compreendeis o que isso significa? Significa que não estais buscando, nem desejando, nem perseguindo; não existe nenhum centro. Há, então, o amor.
De Jiddu Krishnamurti adaptado por Jacque.
Seu post me lembrou de várias coisas...
ResponderExcluirUma foi um trecho de uma música da Alanis em que ela diz: Do you derive joy from diving in and seeing that loving someone can actually feel like freedom?
Outra me lembrou de uma época em que eu encarava o amor como dependência, necessidade de que o outro seja seu, egoísmo. Ainda bem que mudei de opinião... -rs;
Amei!
Concordo com cada palavra sua.
ResponderExcluirTemos um coração que sente, que chora, que espera,que adoece, mas que cansa e que uma dia acorda porque precisa viver!Eis a cura! Querer viver e ser feliz!
Obrigado Jacqueline, desejo à você assim como a mim mesma, que encontremos motivações sinceras para amar e ser amadas!
Um abraço carinhoso
Fabi! Que maravilha ter você por aqui! Suas palavras são sempre de bom grado ao meus olhos. Concordo contigo que realmente um dia a gente acorda, e querer viver e ser feliz de verdade é o que realmente vale a pena. Sim, encontraremos motivações sinceras, porque somos donas da capacidade de amar de verdade.
ResponderExcluirUm abraço sincero e carinhoso pra ti também.
Linda, que maravilhoso seu texto!!
ResponderExcluirAmeiiiii, me identifiquei muito!!
Feliz 2010!!!!!!!!!!!
Parabéns pelo espaço!
beijos
Fico muito feliz por termos opiniões tão semelhantes sobre o amor. Foi um valioso achado o seu blog... E com certeza ainda vamos filosofar bíblias inteiras sobre ele, o amor.
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