
enquanto conta os passos pela estrada.
Somam-se ao os insolúveis suspiros
e as lágrimas que escorrem seguidas.
O traçado é visto num desconforme
iluminado pelo cair da alvorada.
E os passos tão calmos não trazem
motivos para idas ou vindas.
Uma dor carregada perfura-lhe o peito
como espada suja e afiada.
Arrastando-lhe à lembrança mal enterrada,
submersa e aparente.
Já não sabe do que são feitas essas horas.
Já não sabe de mais nada.
Caminha sem percepções ao som
de um melódico ritmo descrente.
Rutilam pensamentos que se seguem
pela rota estabelecida.
Uma rota sem sentido,
guiada apenas pela vontade infinita de amar.
E mesmo sem saber, um exausto coração no peito,
faz ainda ter-lhe vida.
Cai à noite, e no céu, além de uma lua,
vê que há estrelas. Ainda há.
O coração sabe que em cada deserto de uma alma,
há um oásis escondido.
Existe uma breve esperança,
pois essa dor de agora é como um lago raso.
Que apesar de parecer profundo
apenas engana aquele que tem sofrido.
E sofrer é parte disso tudo.
Viver já não é meramente um infundo acaso.
O que sustenta é justamente tudo o que se vive:
os sopros de esperanças.
E quando do silêncio envolto em trevas,
faz ressurgir o brilho tão esperado.
Sorri ao que aquece e passa a entender
do que são feitas as andanças:
Há em vida sofrimentos,
mas, o amor, jamais se faz de desacreditado.
"Uma dor carregada perfura-lhe o peito
ResponderExcluircomo espada suja e afiada"
és poeta, coisa rara de encontarmos por aí...
Jacque...
ResponderExcluirA vida é um eterno cruzar de mar
navegando sem rumo e sem norte,
em busca de um corpo de amor...
ao sabor do destino, do querer e da sorte!
Lindo o teu poema...
Beijos
AL
E por mais que aja dor, há sempre quem acredite no amor..
ResponderExcluirMinha alma sentiu desalento...
ResponderExcluirOras...mais uma poeta pra eu seguir. Não se sinta uma Estranha por se sentir diferente por ser poeta.Sinta-se Estranha por ser poeta! Não se cala um poeta!!!
esmaques pra ti querida rebelde!
Tive que segurar minha alma enquanto lia estas sublimes entrelinhas....
ResponderExcluirminha alma já anda buscando um porto seguro e, certamente, aqui, em seu canto estarei muito mais do que seguro!
Sinto-me em casa aqui. Clçaro, mediante a belas palavras aliadas a uma pessoa boníssima ñ poderia ser de outra forma!
Incontáveis abraços.
Tocou, como a sapiência de poeta, como seria de esperar, os grandes vectores da vida humana. Verdades metafísicas - amor, dor, esperança, etc. - que constituem o ser do Homem, mais do que a face externa. Acho, sinceramente, que o Homem da actualidade esquece-se do seu mundo interior e hiper-valoriza o exterior. É a futilidade de dever ser e não propriamente do Ser. Mas isto dar-nos-ia quilómetros de conversa, onde cairíamos, consensualmente, no valor dos sentimentos e das verdades universais.
ResponderExcluirBeijo
Ediney, obrigada pelo elogio! Encantador!
ResponderExcluirObrigada por vir aqui e deixar suas impressões!
Um beijo!
AL, adoro quando deixa teus versos! Fico feliz em saber que um poeta como você me acompanha.
ResponderExcluirUm beijo grande!
Tatiane, jamais devemos desacreditar, isso é certo.
ResponderExcluirUm beijo, minha linda!
Marisete, ah! que bom que veio aqui! É um prazer pra mim, saber gostou da minha poesia. É.. devemos aceitar quem somos. Gostei dessa definição que deixou aí: "rebelde", rs...
ResponderExcluirUm beijo grande!
Carlo, meu lindo! Que bom saber que você sente-se seguro nessas minhas linhas! Você é um fofo! Sinta aqui, a paz que precisa, meu querido!
ResponderExcluirUm beijo enormeeeeeeeeeeee pra você!
Luís, você como sempre, muito sensato em suas doces palavras. Também acho que há uma valorização assombrosa do exterior, e que nada é mais importante do que o Ser. Se de alguma maneira a minha poesia enxerga o íntimo de nós, sinto-me honrada.
ResponderExcluirUm beijo, meu lindo!
Primeira vez...e já sinto que virei outras vezes... muito bom!!!
ResponderExcluirbeijos...
Venha quantas vezes quiser, minha linda! É um prazer tê-la aqui!
ResponderExcluirBeijos...