
Olho tudo ao meu redor com olhos já quietos,
desde o pequeno jasmim singelo e perfumado
ao sorriso forçado dos que são ainda desafetos.
Ecoa um silêncio das profundezas do que sou
e um rastro fulvo ainda me arde os sentidos:
Em que momento minha alma se fartou?
De tanto divagar releio minhas inquietações,
Antes endurecia de tédios tão vazios e iguais.
Hoje, diante da profundura das minhas sensações
sou um verso novo de poema e nada mais.
***
À Mário Sá Carneiro
Sempre que vou ao blog de alguém que admiro, e leio belas palavras como as que você deixou, me pergunto o momento em que elas se fizeram, que sentimento exatamente as uniu, e como se passou. Gosto de criar histórias e sempre dou à elas um final feliz. Fica à você o meu desenrolar para esta sua história, que com certeza, há de ser feliz!
ResponderExcluirAbraços, Jacque.
Nesse poema foram unidas algumas incertezas, uma certa solidão (o que é de costume) e umas verdades sobre mim. Me inspirei em Mário Sá Carneiro que junto com Pessoa minhas inspirações maiores. Fico tão feliz quando alguém se dispõe a ler meus versos e pensar sobre eles. Por certo, espero finais felize, isso há de acontecer com todos nós.
ResponderExcluirUm abraço!
Tu és bem mais do que um verso novo. Tu és o verso, a estrofe e o poema. Afinal, no meio de tanto talento e das inspirações, a poética és tu, Jacque.
ResponderExcluir:P
Beijo
Ai, que fofo Luis. Obrigada, de coração! Tô precisando mesmo saber quem eu sou de fato.
ResponderExcluirBeijo!
Olá Jaque,
ResponderExcluirVim agradecer a visita e mais o comentário
e também por seguir o meu blog.
Também já estou seguindo o seu, e por aqui irei ficar,porque também gosto muito de poesia e aqui tem poesia que eu gosto.
Hoje é um belo dia para mim
de manhã ao abrir o computador
eu vi plantado no meu jardim
mais uma linda e bela flor
Desculpa Jacque começar logo assim
um beijo,
José
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSerei direto: concordo plenamente com o Luiz Gonçalves. Seus poemas mostram uma alma apaixonada sempre. E fiquei feliz com seu comentário em meu blog quando dizes: que deixou o coração sobrepor-se a razão.
ResponderExcluirA poesia chora na alma do poeta
da sinais de que quer ser exposta
e quem não gosta?
Ai escreve-se lemos o poema
e também choramos as vezes
ao vê-lo sendo colocado exposto
sera mesmo de todos os gostos?
não importa os escrevemos
porque eles rasgam nosso peito
até explodirem num gozo de amor explicito
as vezes só utópicos mas num deleite da alma
ele mancha a folha branca que era virgem.
Antonio Campos 08/01/10.
Oi, José! Que bom que agora divide comigo esse espaço dedicado à poesia. Essa poesia que teimo em acreditar ser a salvação para qualquer mal! Adorei teu blog, lá a poesia também é da boa!
ResponderExcluirUm abraço!
Antônio, meu Papai Noel mais fofo! Quando leio um poema, imagino a alma dessa pessoa em agonia, seja de tristeza ou alegria. A alma traçada em versos, rimas, estrofes... Antônio, você é todo poesia! Eu simplesmente viajo no teu barco, enfrento contigo as tempestades e calmaria desses mares onde o sentimento prevalece sempre. Obrigada por palavras tão verdadeiras e singelas. Nós que escrevemos sabemos que elogios nada mais são que incentivos para continuarmos a desvirginar papéis. E você deixa versos aqui, isso só me encanta!!!
ResponderExcluirUm abraço demorado, querido amigo poeta! Deus o cubra de bençãos!
Adorei o cantinho, vim retribuir sua visita, lindo, aderi à esse canto!
ResponderExcluirEstou seguindo, voltarei eventualmente pra conferir os novos posts.
Os textos estão maravilhosos! E o template é lindo.
Beijos mocinha.
Saudações: Pauloodiferente.
(http://pauloodiferente.blogspot.com)
Oi, Paulo! Que bom que gostou! Eu adorei teu blog, o template também é maravilhoso, e lá respirei poesia, eu adoro isso! Aquele poema em menção ao sol e a lua, é simplesmente divino! Assim, como os demais que li. Estarei por lá sempre!
ResponderExcluirBeijos pra você também!
Jacque grande poetisa. Menina amiga estive acho que dois meses fora ano passado. Pouco antes do natal. Mas nunca esqueci os amigos e ao voltar sorvo das fontes de amor eterno. Ou seja dos blogs apaixonados e bem escritos a cristalina agua que mata a minha sede de cultura. E eu mais idoso encontro nessas fontes da juventude esse incentivo. Sou sim um eterno apaixonado deixei a muito a razão de lado. Meu velho coração safenado grita sempre pois não sabemos eu e ele quando vai parar. Mas até então cantaremos o amor sim mesmo que ele nos faça chorar de alegria ou tristeza a vida é uma beleza. E estar ao lado da mulher amada vê-la pulsar de emoção renova energias faz andar o coração. E longe cabisbaixa a razão perde-se num labirinto que ela até pode chamar de luxuria. Mas o que importa o termo se a forma ente concavo e convexo só faz remoçar. Jacque minha grande amiga viva e deixe viver dentro de você esse sentimento. Pois nunca saberemos o momento de parar. E amar receber trocar não existe nada mais belo mesmo que singelo.
ResponderExcluir8 de janeiro de 2010.
Ah, minha bela pisciana....Como vai?
ResponderExcluirEsse ecos que há dentro de nós em certas fases de nossa longa caminhada nos mostra cada certeza mais do que concreta, aposto que, senão fosse esse tal eco - que, muitas vezes, chamo de solidão/tristeza - ñ seria tão fácil pra ti ter tanta capacidade de escrever entrelinhas tão belas!!!
Parabéns.
msn?
me add, pf.
carlo.lagos@hotmail.com
Incontáveis abraços
Poucos poetas conseguem chegar onde chegas com facilidade. A poesia, a pintura, o teatro, a arte enfim, consiste nisso, em chegar ao íntim o do ser humano, seja através da estética ou da filosofia. Parabéns pela intimidade que tens não só com as palavras, mas sobretudo com a alma humana.
ResponderExcluirCarlo, quanta gentileza e carinho, só tenho a te agradecer pela presença tão especial. Sim, é esse eco que me move... Esse eco chamado AMOR.
ResponderExcluirUm beijo, meu caro. Está add.
Sávio, obrigada. Não sei se tenho intimidade com a alma humana, as palavras me usam, isso é certo. Se faço poesia é porque algo em mim, grita desesperadamente.
ResponderExcluirBeijo
Puxa..perfeito..lindo
ResponderExcluirParabens
Amiga Jacque de Lindo Sorriso
ResponderExcluirescutar com dedicação a elegância desse mundo "antigo" das Almas do Orpheu, é uma arte; absorver pelo intuito, o caminho que prepararam, mas não o deixaram sinalizado, é um outro Oficio.
Este verso e muito mais, atenta na procura, não a saida, mas a entrada para esse estranho labirinto, de Sá-Carneiro, dos muitos eu de Pessoa, de Negreiros, de Santa-Ritta ou Amadeo, e todos os seus discipulos. Também há muito que
o tento [embora em vão, por ora!] a entrada
nesse mundo, através dos Quintos, cujo o último
o deixei Na Canção do Corvo Branco em Terra Azul, que editarei os últimos versos, nos próximos dias...
Na busca dessa Rosa do Mundo
um imenso abraço
Leonardo B.
Nada mais".. Reparou como ficam bonitos os versos onde é possível usar estas duas palavras?
ResponderExcluirRaramente consigo encaixa-las.
Tua poesia é rica, rica de lirismo, esbanja naturalidade.. Casa linda, muito linda mesmo.
Olavo, obrigada pelo elogio! Sinto-me honrada em ler que meus versos são perfeitos! Que sejam!
ResponderExcluirAbraço!
Leonardo, talvez eu ouse entrar por estes labirinhos de estranheza, e neles me perco, e disso faço poesia e deles realmente não quero sair jamais!
ResponderExcluirIrei aguardar ansiosa pela publicação do teu poema.
Um abraço enorme!
Dica, minha linda, obrigada por aportar por aqui, sinto-me feliz! Que bom que meus versos tanto te agradaram! Volte, será sempre um enorme prazer!
ResponderExcluirAbraço!