sábado, 30 de janeiro de 2010

Reflexões sobre o amor II

A vida é mesmo um inesperado de coisas que às vezes não fazem sentido. Tenho observado o que me cerca e notado que muitas vezes, nada do que pensamos fazemos ou sentimos, tem algum significado quando não há a totalidade do entendimento. Eu já acreditei que o amor pudesse curar qualquer coisa, mesmo sabendo que é o tempo que cura tudo e de quê não é o amor que resolve todos os problemas, e sim, a minha vontade e coragem para poder resolvê-los. Acreditei em amores eternos mesmo sabendo que isso jamais seria real, então, cheguei ao ponto de desacreditar em mim.

Enquanto o tempo se encarregava do seu papel, eu ficava a lidar com a ilusória idéia do “amor além de qualquer explicação”, parece frio, eu sei, mas, é o que hoje consigo entender sobre esse sentimento. Muitos podem torcer o nariz para as minhas colocações, dizerem que nunca amei ou que nada entendo de amor, mas, afirmo dentro das minhas convicções: O amor não faz sofrer. Por nenhum momento sofremos por amor. Sofremos por algo não realizado, e o amor não tem nada a ver com isso. Pois bem, o que é o amor então? Com relação a essa pergunta é possível que se encontre as mais diversas respostas.

Cada qual tem o seu conceito, e isso, deve ser respeitado. Hoje, diante do que vivi, alego que nunca em toda a minha vida senti algo tão verdadeiro. Hoje, eu sinto o amor. Eu não dependo mais de outro para assim o sentir. O outro é uma conseqüência disso que sinto. Eu amo o que sou e o que posso fazer alguém ser também, mostrando à ele que amar vai além de qualquer confusão. O amor é tão simples, que muitas vezes, passa despercebido, pois, as pessoas ficam demasiadamente preocupadas de quando será e como será, enquanto o amor pode estar ao seu lado, não sorrindo ou derretendo-se em declarações mirabolantes, mas, apenas segurando a sua mão numa hora triste, dizendo que confie mais em você e que seja feliz da maneira que você é.

Diante de tudo, não fico mais na expectativa de saber o que o “outro” pode estar pensando ou fazendo, agindo assim, eu não sou eu, eu sou o outro. O que gera expectativas em mim é saber que daqui a pouco vou dar um beijo daqueles, vou receber uma ligação inesperada e vou também conversar um assunto interessante, prestar atenção, concordar ou discordar de alguma coisa. O que gera expectativas é essa ânsia em viver o agora. Eu perdi tempo demais acreditando. Hoje, eu quero o hoje, e não o amanhã que eu nem sei como será. Quando se vive um dia de cada vez, aprende-se a observar os detalhes que lá na frente irão preencher as lacunas do entendimento.

Muitos podem pensar que talvez eu não seja feliz, ou até que jamais serei. Só digo uma coisa, só se é feliz quando se agrada e si mesmo, partindo daí, conseguimos agradar aos outros, não por necessidade ou dependência, mas, por ser algo natural e verdadeiro. Eu sou assim, e agrada-me ser como sou. Egoísmo? Sim, tenho certa dose bem equilibrada. Frieza? Não, porque bate no meu peito um coração e sustenta-me uma alma.


*Sobre o texto, quero dizer que, isso é fruto das minhas inquietações frente ao espelho quando converso comigo e só comigo me entendo. Não foi ninguém que me fez enxergar que existia “eu”, mas há alguém me fez enxergar que o amor só existe se for real.

14 comentários:

  1. Linda!!!

    Adoreii, o amor vem de dentro da gente e transborda, só podemos amar e ser amado, quando nos amamos em primeiro lugar!!!

    adoro esse cantinho!!!

    beijo

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  2. Excelente reflexão!!!

    Mas esta parte muito chamou-me a atenção:

    "Eu não dependo mais de outro para assim o sentir. O outro é uma conseqüência disso que sinto. Eu amo o que sou e o que posso fazer alguém ser também, mostrando à ele que amar vai além de qualquer confusão. O amor é tão simples, que muitas vezes, passa despercebido, pois, as pessoas ficam demasiadamente preocupadas de quando será e como será, enquanto o amor pode estar ao seu lado, não sorrindo ou derretendo-se em declarações mirabolantes, mas, apenas segurando a sua mão numa hora triste, dizendo que confie mais em você e que seja feliz da maneira que você é".

    Jacqueline, acredito muito no amor próprio, pois quem ama à si mesmo, reconhece seu valor, não permite que seja destratado(a), segue com segurança no que realmente deseja para ser feliz!

    Egoísta você?
    De jeito nenhum, antes de mais nada, tens que pensar em você, nos teus sentimentos e principalmente no teu bem estar.

    Confie no seu potencial de amar, mas não esqueça que na sua lista de pessoas que ama, a mais importante é você, e deve sempre estar no topo, combinado mocinha? rs


    Beijo.
    Desejo-te um ótimo final de semana!

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  3. O amor está além de todas as explicações...
    Ah o amor!

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  4. Cada vez nos revelamos mais parecidos. Não no dever ser, mas no ser. Amar-se e só depois partir para os outros. É essa a chave. Pelo menos é a minha chave e sou, concretamente, uma pessoa imensamente feliz. Tal e qual você.

    :)
    Beijoooooooo enorme.

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  5. vc sempre me faz pensar...

    e não será do nosso amor essa necessidade do outro?
    bjs

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  6. Ju, que bom que se identificou! só há amo quando nos amamos, e disso, não tenho a menor dúvida!

    beijo, minha linda!

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  7. Fabi, que bom tê-la aqui! Realmente, quando estamos no topo, nossa visão é bem mais privilegiada. O meu egoísmo é bem equilibrado, acredite, de certo modo eu sou. Na realidade, todos somos um pouco. Eu confio no que sou e no que quero e isso me faz um bem danado!

    Um beijo, e seguiremos em frente, como foi dito um dia. Um excelente fim de semana para você também!

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  8. Tatiane, o amor universal, a "caridade", a doação em nada se espera em troca, isso sim, jamais se explica, pois ele é forte em si mesmo. O amor romântico, é visto de várias maneiras. Deixei aí a explicação ao meu modo, e respeito a maneira como todos pensam sobre isso.

    Um beijoooo! Obrigada pela presença de sempre!

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  9. Luís, conversamos muito sobre isso e realmente, nossas opiniões são parecidas. Não me vejo infeliz ou desprovida de sentimentos quando assim penso. Tornei-me um "eu" cheio de razão, pra mim mesma, é claro. Quer coisa melhor que isso? Estar com razão em si mesmo! Somos dois tagarelas que nos entendemos, não é mesmo? hehehe


    Beijooooo enormeeeeeeeeeeeeeeeeee!

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  10. Gian, meu caro...

    Vamos a pergunta suspensa, sobre a necessidade do outro. Sim, há necessidade do outro, sem ele não me realizo por completo.O outro torna-se meu complemento e não o ar que respiro, os pensamentos que tenho... Isso não é ser eu. Eu preciso de mim para ter o outro. O que não há mais em mim é a dependência daquilo que não existe, não há o outro somente em imaginação. Não há o outro se nem ao menos existir o toque, o olho no olho, as mãos dadas... Muitos vivem isso, sabia? E acreditam que isso é amor além de tudo. Bem... eu cheguei a acreditar nessas coisas um dia. Agora, eu acredito no que esta em minhas mãos, diante dos meus olhos e, eu preciso disso, senão eu seria um belo iceberg, e eu não sou. O que eu quero que as pessoas entendam é que essa necessidade não pode gerar sofrimento ou qualquer coisa do tipo. O amor é necessário quando é bom e verdadeiro. Eu preciso do outro que me traga verdades ao invés de flores (se bem que flores são excelentes,rs). Mas, enfim, me sinto mais que bem pensando assim e creio que você de alguma forma entende o que eu digo... Ou não, rs... Eu respeito qualquer que seja a sua opinião. E digo... Você também me faz pensar muito...

    Beijos!!

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  11. Lindo jacque!
    Incrível como conseguiu por aqui com perfeição respostas pra algumas perguntas que tenho feito a mim mesma.
    Parabéns! Gosto por demais de te ler Poética.
    Bjuxx!

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  12. Oi, Ana! Que bom que estas aqui! Eu vi tua mensagem no texto livre e também leio teu blog, você escreve de uma maneira tão intensa, gosto muito dos seus textos. Fico feliz que encontrou nesse meu texto algumas respostas.

    Volte sempre aqui, e compartilhe comigo dessa minha escrita que somente diz do que sou, sinto e acredito.

    Um beijo, você linda!

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  13. Será que estou tentada a fase de desacreditar de mim?

    Emfim, gosto dessa sua visão mais realista, mais pé no chão, do amor. Não acho que um pouco de racionalidade nos faça menos amorosos, menos dispostos e entregues ao sentimento. Acho que nos faz, sim, menos predispostos ao sofrimento.

    Adorei sua reflexão, Jacque.

    Abraços.

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  14. Então, Angel... Isso tudo que hoje penso sobre o amor se deu justamente por eu amar demasiadamente. Foi justamente por acreditar demais, sonhar, idealizar, fantasiar... Não que isso seja vão, nada disso, só que sempre há a necessidade de sermos um pouco mais racionais. Essa história de "morrer por amor", "sem você não vivo"... Sinceramente, não vejo mais dessa maneira. E realmente, isso não me deixa menos sentimental. Há só uma boa dose de racionalidade nisso tudo.

    Um beijo, minha linda! Que bom que gostou.

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