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É preciso cautela quando penso.
Há um mistério em mim e em todos que conheço.
Caminho junto ao ingênuo e o profano.
Guardo uma significação que nem sei.
Quando se é poeta, inventa.
E eu já inventei.
Saber e não saber já não me importa.
Sabes tu, dos outros?
Sabes de ti?
Toca-te a largueza do vento ou a leve brisa?
Sabes quais frutos cultivas o teu coração?
Não me agrada quando penso.
Minha alma se consome em alvoroço.
Quem pensa e sente em demasia,
Estranha-se.
Pudera eu deixar de lado a confusão.
Pudera eu de fato entender do que não sei.
Não sei se estou agora na lipotimia dos sentimentos
ou, na veracidade absoluta da razão.
Não sei se estou agora na lipotimia dos sentimentos
ou, na veracidade absoluta da razão.
*Entender é trancar-se dentro da palavra.
Eu sei que Pessoa é uma grande influência na sua poesia. E nota-se. Tudo isto respira de nostalgia, alguma dor de pensar, muito fingimento artístico e uma pitada cândida de Caeiro. Gosto de tudo. És como uma mescla do que mais gosto de Pessoa.
ResponderExcluirE é isto ser-se poeta. Vai muito para além da rima bem posta, do sentimento normal e das palavras em latim dos grandes clássicos. Ser poeta é ser gente e fazer-se de gente. Aliás, isso é ser-se artista, e a poesia é uma arte. E Jacque, você já se assume, mas eu reforço: Você é uma poética. Mais, você é um poeta. Em todo o esplendor. É-o porque eu sinto. E se o eu sinto é verdade, pelo menos para mim.
um enoorrrrrme beijo!
Luís, como posso ler uma coisa dessas e não me emocionar: " És como uma mescla do que mais gosto de Pessoa", "Você é uma poética. Mais, você é um poeta. Em todo o esplendor".
ResponderExcluirSinceramente, eu me sinto tão lisonjeada que chego a acreditar que mereço isso tudo. Eu me encontro e desencontro numa facilidade absurda quando escrevo. Esse ópio que me toma, faz-me entender das coisas, mesmo quando minhas palavras parecem imcompreensíveis. Quando as pessoas tão sinceramente deixam aqui suas impressões, eu logo penso: Deus, meu... eu toquei a alma delas de alguma maneira. E pra mim, a poesia toca a alma da maneira mais pura e sincera. Eu sou assim, meu amigo. Escrevo com quem morre de fome todo dia. Escrevo como quem respira. A palavra é meu grito de desespero e socorro. O amor minha inspiração maior. Conhecer a mim e ao mundo é hiponotizar-me nessas minhas linhas, muitas vezes desprovidas de métricas... Eu sou dependente disso tudo.
Luís, obrigada. Você me emocionou.
Um abraço carregado de carinho e um beijo sincero!
...
ResponderExcluirOie Jacque...
"Quem pensa e sente em demasia, Estranha-se".
...
Vivo me estranhando.
...
Beijos pra ti.
...
Jacque...
ResponderExcluirUma delicia este teu poema!
Lirismo, expressão poética e talento!
Beijos...
AL
Acredite, Jacque. Se há traço marcante da minha personalidade é aquele que não me deixa oferecer nada sem eu sentir que o outro merece. Eu não digo, faço nem me permito a nada que não sinta ou que seja gratuito. Quero ser eu em tudo, principalmente nas relações com os outros. Eu próprio sou verdadeiro, mesmo nesta virtualidade que parece plastificar as pessoas numa redoma de pseudo-identidade.
ResponderExcluirUm beijo MEGA enoooooorme. Estarei cá sempre, consigo e o seu talento!
"Quem pensa e sente em demasia, Estranha-se".
ResponderExcluirÉ por isso que temos pensamentos tão semelhantes sobre o amor.
Mais um texto lindo, Jacque.
PS: andei meio ausente por aqui, porque essas chuvas me deixaram sem internet por uns dias, rs. Mais voltei agora e espero que não precise mais ficar sem :/
Olá, Jacque.
ResponderExcluirMuito bom o que escreveu. Me fez pensar quanto ao que seria da vida se não fosse o desconhecimento. É ele que nos conduz (adiante). ^^
Abraços!
Julio, somos dois então, rs!
ResponderExcluirUm beijo!
AL, obrigada! Sinto-me honrada! É sempre um prazer a tua presença aqui!
ResponderExcluirUm abraço!
Luís, obeigada sempre, de coração. Você é uma pessoa admirável!
ResponderExcluirUm beijo enormeeeeeeeeeee!
Flávia, menina, eu adorei seu último texto! Pensamos mesmo de forma semelhante!
ResponderExcluirUm beijoo!
Oi, Renato, seja bem-vindo! É o pensar que nos leva adiante, você tem toda razão.
ResponderExcluirUm beijo!
Sempre tocando cada ponto da nossa alma, né?
ResponderExcluirCertas horas esqueço de saber quem eu sou...assim, torno o "fim" menos chato e tento traçar desde então um novo caminho... ;)
Quantas saudades de ti.
Comecei a trabalhar e por isso tenho me ausentado bastaaaaaaaante do blog (INFELIZMEEEEEEEENTE)
Incontáveis abraços.
Oi Jacque,
ResponderExcluirAntes de mais nada gostaria de dizer que estou fascinada com seu blog. Qta poesia sua alma exprime hein?! E esses poemas aí em colunas e os poucos q li nos demais abaixo,me identifiquei metricamente em tdo! Parabéns!E antes de ir-me quero dizer outra coisa q vi depois no seu perfil que li aqui. Vc disse que " no quem sou" que "sou poesia, quem sabe". Pelo pouco que li aqui e senti cada arrepio no corpo e na alma (desculpe, Jacque costumo ser um pouco exagerada, mas é o que senti!), te digo que quem sabe não! Vc já é: poesia.
Vou visitar mais vezes.
Até de repente!
Besos.
Jacque,
ResponderExcluirVim reler-te, rever-te... e deixar um beijo!
AL
Carlo, que saudade! Te adoro, não se preocupe, meu lindo!
ResponderExcluirBeijos, e... Incontáveis abraços!
Fe, nossa quando alegria ao ler esse seu comentário. Obrigada pelas palavras de carinho. Que bom que gostou do Poética, seja bem vinda. Que bom que se identificou com minhas palavras, me sinto feliz demais quando as pessoas dizem isso a respeito do que escrevo. Sinto-me realizada.
ResponderExcluirUm beijo carinho, volte sempre!
AL, venha quantas vezes quiser, leia-me quantas vezes achar necessário e... deixe-me sempre um beijo! :)
ResponderExcluirUm beijo pra ti também!