terça-feira, 18 de agosto de 2009

Em prosa, escrevo-te sobre a rosa


As rosas estavam no mesmo lugar, num vaso antigo de cristal polido de um ligeiro desgaste feito pelo tempo. Nunca havia colocado flores neste vaso. Pensei quieta, encostada no canto da janela olhando a chuva que caia tranqüila e demorada. Agora era rotineiro, chuva e rosas novas a cada dia. Junto a tudo isso, teu amor em meu peito. Espero-te na janela embasada pelo calor do meu hálito que expressa a saudade que tenho aliada nessa hora. Mesmo tu não estando comigo agora, posso recordar cada momento de tudo o que somos. Tu és a essência maior que move estes meus sentidos.

Se choro copiosa a tua espera, se escrevo todos os versos de agora, é porque sei do teu regresso. Não há alvorada que se finde sem que eu estime a tua volta. Não há chuva que chore mais do que estes meus olhos que são teus. Todos os dias faço o que tu tanto me pedes, troco as rosas, e se houver chuva, lanço mão de uma pela janela e deixo que os pingos a beijem delicadamente, assim como tu fazes comigo. Saudade me faz ainda mais devota de ti, e de tudo o que esse nosso amor nos faz.

Existo em ti e em ti e faço-me sempre mais. Sou sempre melhor contigo. Quando sinto teu leve toque singelo em meu corpo, tua procura insana por meus lábios, teu valsar de mãos pelos meus cabelos e toda a vontade que expressa estes teus olhos, deixo-me entregue ao que não se explica nem em verso ou prosa destas linhas. No rubor da minha face e na púrpura de cada rosa, tu vês em meus olhos, o quanto te desejo e espero-te pelo necessário tempo que for. Estar em teus braços, é ter a mais insensata definição do que é a razão. Não há como não enlouquecer junto a ti. Não há como não amar-te por inteiro. Espero-te sempre, para fazer comigo, o que fazem os pingos de chuva, que caem e deslizam por esta rosa de forma macia e única. Amo-te, assim, desse jeito só nosso.

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