segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Inegável estranheza poética de quem ama



O que é estranho aos vossos olhos, a mim, é tão entendido saber.
Palavras soltas ou presas a fios inventados, jamais cairão no desuso.
Há os que lêem sem entendimento, e os que esperam entender.
Não menosprezo esta escrita, pois, dela faz-se a razão do meu abuso.

Tu tens medo das palavras? Tenha. Elas são um amontoado de armadilhas.
Avançam a linha da sanidade isolando de ti, a razão a qual acreditar.
Loucura de poeta, acreditar que pode sobreviver sozinho nestas ilhas.
Bem sabe ele, que a palavra que faz sorrir, também mata de tristeza, ódio e pesar.

Inegável estranheza render-se a meros versos, nada mais que nada eles são.
É tão fácil amarrá-los, porém, tão difícil entendê-los aos olhos superficiais.
Como entender a cabeça de um poeta, sem nem mesmo ele tem razão?
Ser refém e carrasco da escrita é pertencer a um mundo que nem existe mais.

No mundo da poética, onde o ódio e o amor caminham em parelha servil.
Onde o tempo não é tempo e de passado vive-se agora, neste instante.
Onde a tristeza é bem mais triste e o julgo de quem lê, é sempre o mais hostil.
Mundo de ilusões, ou, mundo real iludido, diz esta escrita, por vezes, tão errante.

Farão entendimentos tantos, bem sei, comove-me a intenção de sabererem de tudo.
Pois, digo-lhe que tudo o que meus estranhos versos mais querem nesta vida,
é que todos saibam ,que grito o amor aos quatro ventos, num som ainda mudo.
Mesmo que as palavras passem, irá ficar pra sempre, este amor maior e sem medida.



Ninguém jamais irá escrever de amor se não sentir o amor de verdade. Escrevo é porque amo, se amo , é porque está escrito.

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A quem siga vivendo de alegria ou agonia... Eu sigo vivendo da minha alegre e agonizante poesia.
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