quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A inocência do caminho




Teus pés seguem livres da clausura melancolia.
E um bem maior reclina-se a beira do caminho.
Oferece-lhe a mão a espera da longa estrada vazia,
E segue contigo pra não mais andar sozinho.

Inocente caminho pela frente avistado.
Delírio de uma vida longa a que te espera.
Que sorriu quando passaste apressado,
mesmo assim, sabendo de ti o que já era.

Foi andarilho de tantas rotas errantes.
Calçou o chão de hostis estradas enganosas.
Chorou no mesmo caminho de antes,
Sofrendo das dores mais penosas.

Subtraíram os doces olhos da tua inocência.
Enquanto caminhavas sem olhar as pequenas imperfeições.
Procurando viver alheio a tua mordaz displicência.
Vivendo tão somente de tristes recordações.

Segue agora o inocente traçado puro a tua frente.
Acompanha os passos dessa que segura a tua mão.
Segue por amor junto a quem teu peito sente.
Caminhe só na estrada que escolher teu coração.

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