
Mova-se na frieza do teu mármore alvo e gélido.
Retenha-se aos teus olhos estáticos.
Falsos olhos. Esmeraldas falsas.
Faça do teu sangue branco o teu veneno.
Tome o veneno do teu sangue.
Apodreça do amor inventado que te nutre.
Fique somente como objeto de curiosos olhares.
Tu não consegues ser mais do que estátua.
Bem sabes que teus pés nunca saem do lugar.
Coração de gelo, duro que derrete.
Derrete-se em lágrimas. Falsas lágrimas.
Tu serás sempre objeto de olhares curiosos.
Estátua posta num pedestal inatingível,
Um dia quebra-se.
À
Mario Sá Carneiro
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